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final, o que é a Doutrina Espírita?Origem: enciclopédia liv
A Doutrina Espírita, espiritismo ou kardecismo[1][2][3], segundo a definição de seu codificador, o pedagogo francês Hippolyte Léon Denizard Rivail - que adotou o pseudônimoAllan Kardec - é uma religião (ciência) que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.[4] O termo mais apropriado para designar esta doutrina é a denominação espiritismo, conforme orientação expressa no primeiro livro da codificação da doutrina, O Livro dos Espíritos. Já o termo "kardecismo" foi introduzido por parte dos seus seguidores como forma de distinguí-la de outras crenças e religiões existentes, principalmente no Brasil, sendo, entretanto, sob a luz do próprio Espiritismo um termo equivocado, já que poderia induzir ao entendimento de que o papel de Allan Kardec extrapola os limites da codificação e sistematização didática dos ensinamentos da Doutrina ou que existam várias correntes de pensamento dentro do espiritismo.
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BLOG LUZ DA EXISTÊNCIA

Posts Recentes

Nunca Percas a Esperança

Haja o que houver, permanece confiando.

Se tudo estiver contra, e o insucesso te ameaçar
com o desespero, ainda aí espera a divina ajuda.

Somente nos acontece o que será de melhor para nós.

A Lei de Deus é de amor. E o amor tudo pode, tudo faz.

Quando pensares que o socorro não te chegará em tempo,
se continuares esperando descobrirás, alegre, que ele te alcançou minutos antes do desastre.

Quem se desespera já perdeu parte da luta que irá travar, avançando prejudicado.

Sê grato a vida, dando a ela teu concurso de amor, e recolherás da própria vida, tudo quanto precisas para engrandecer-te na Glória de Deus Pai Todo Poderoso
.


EQUIDADE Á LUZ DO ESPIRITISMO


Por Walter José de Carvalho Bezerra
01 de fevereiro de 2008

"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão consolados". Jesus (Mateus, 5:6).

O versículo acima é um dos mais importantes do Sermão do Monte. Com efeito, uma das condições essenciais à vida do homem de bem é ter "fome e sede de justiça".

Todo aquele que segue os ensinamentos de Jesus são conclamados a buscar o Reino de Deus e a sua justiça. Diz Jesus que o reino dos céus é um tesouro de valor incalculável que deve ser buscado acima de tudo, e que é obtido quando renunciamos a tudo que nos impede de ser parte dele.

O Reino de Deus, que se encontra em nós, deve ser uma busca incessante em nossas vidas. Não o encontraremos em nosso exterior, mas sim, simbolizado pelo nosso coração, e se manifesta pela presença do espírito em nós. Com a ajuda dos Espíritos Superiores, mentores, protetores e instrutores, cada um de nós deve procurar obedecer aos mandamentos de Jesus, ter a sua justiça, e devemos, sobretudo, demonstrar amor para com nossos semelhantes. Esse amor é a verdadeira justiça de Deus.

A fome e a sede a que se refere Jesus é vista também em Moisés (Êx 33.13,18), em Davi (Sl 42.1,2; 63.1,2) e no apóstolo Paulo (Fp 3.8-10). A fome e sede que o ser humano tem é, em essência, a fome e sede de amor e de compreensão, a fome e sede da Palavra de Deus, a fome e sede da comunhão com Jesus.

Jesus nos ensina que o verdadeiro alimento não é o alimento do corpo físico, mas, o alimento da alma, o pão espiritual, a alegria e conforto que proporcionamos para as dores dos nossos irmãos, para os que choram, para os tristes, para os que sofrem perseguições por causa da justiça. Ele nos afirma categoricamente que todos os que sofrem logo mais receberão o quinhão do pão, da paz e da vitória. Ele mesmo afirmou - "Eu sou o pão da vida" e acrescentou "neste mundo haverá sempre perseguição por causa da Verdade". E mais tarde afirma que "Eu sou o Caminho , a Verdade e a Vida". Neste aspecto fica evidenciado que neste mundo nada nos pertence. Tudo que temos devemos a Deus. De que adianta nos alimentarmos de sentimentos de vaidade, orgulho e ambição, se nada temos? Nós os filhos e filhas de Deus nos deixamos enganar pelas riquezas materiais (Mc 4,19) e pelos prazeres do mundo (Lc 8.14).

O Homem buscando os prazeres gerados na insensatez, ganhos desonestos, triunfos em detrimento dos outros, acúmulo de tesouros obtidos com a miséria alheia, desperdiçando e abusando de bens quando tantos estão na miséria, só poderia ter , em sua vida os efeitos de prantos, angústias e solidão. E, então clama por justiça, e mais das vezes acredita que Deus lhe seja injusto.

O Consolador Prometido, a extraordinária Doutrina dos Espíritos nos ensina que a justiça consiste no respeito aos direitos dos outros (LE, Cap. XI, Q.875 e 875a e Q. 876. Diz a Doutrina Espírita que existem duas Leis. A Lei Humana e a Lei Natural. Sabemos que a Lei Natural está gravada em nossa consciência. Esta é a lei a que se refere Jesus.

Certamente o direito definido pelos homens nem sempre está conforme a justiça definida pela Lei Natural e ademais que definem apenas algumas das relações sociais. Em nossa vida diária existem uma infinidade atos e ações que , em última instância, dependem de nosso livre arbítrio e de nosso estado consciencial. É o que os espíritos Superiores chamam de Tribunal da Consciência. E nada como ter uma consciência tranqüila e estar em paz com Deus e Jesus.

Jesus é um Pacificador. Jesus sempre resolveu os conflitos de interesses das pessoas de sua época com eqüidade, atuando de forma pacífica , conciliatória, sem pré-julgamentos, ou julgamentos tendenciosos. Jesus é o modelo de aplicação de verdadeira justiça. A eqüidade utilizada por Jesus equilibrava os interesses de todos os envolvidos e se fundamentava na boa-razão e ética , supria as imperfeições e modificava o rigor das leis dos homens de sua época e de épocas vindouras , tornando-as mais benignas e humanas.

O Espírito de Verdade inspirando Kardec nos ensina que o critério da verdadeira justiça é de fato o de querer para os outros aquilo que se quer para si mesmo... não se quer o próprio mal... devemos sim, desejar ao próximo o bem. Essa é a essência da religião cristã. O nosso direito pessoal é o direito do próximo. Agir assim é agir de conformidade com Jesus . É agir com eqüidade. Sejamos pois, pacificadores como Jesus o é. Que nossas decisões sejam as mais justas e equânimes e assim atingiremos a verdadeira felicidade e encontraremos , em nós , o reino dos céus. Saciemos , pois, com nossas ações e exemplos a fome e sede de justiça de nosso próximo, encaminhando-o para Jesus, como guia e modelo para a humanidade.

Depressões



Autor: Emmanuel (espírito) / psicografia de Chico Xavier

Se trazes o espírito agoniado por sensações depressivas, concede ligeira pausa a ti mesmo, no capítulo das próprias aflições, a fim de raciocinar.

Se alguém te ofendeu, desculpa.

Se feriste alguém, reconsidera a própria atitude .

Contratempos do mundo estarão constantemente no mundo, onde estiveres.

Parentes difíceis repontam de todo núcleo familiar.

Trabalho é a lei do Universo.

Disciplina é alicerce da educação.

Circunstâncias constrangedoras assemelham-se a nuvens que aparecem no firmamento de qualquer clima.

Imcompreensões com relação a caminho e decisões que se adotem são empeços e desafios, na experiência de quantos desejem equilíbrio e trabalho.

Agradar a todos, ao mesmo tempo, é realização imposível.

Separações e renovações representam imperativos inevitáveis do progresso espiritual.

Mudanças equivalem a tratamento da alma, para os ajustes e reajustes necessários à vida.

Conflitos íntimos marcam toda criatura que aspire a elevar-se.

Fracassos de hoje são lições para os acertos de amanhã.

Problemas enxameiam a existência de todos aqueles que não se acomodam com estagnação.

Compreendendo a realidade de toda a pessoa que anseie por felicidade e paz, aperfeiçoamento e renovação, toda vez que sugestões de desânimo nos visitem a alma, retifiquemos em nós o que deva ser corrigido e, abraçando o trabalho que a vida nos deu a realizar, prossigamos à frente.

FILHO DE DEUS

Multiplicaram-se através dos tempos, variados
conceitos a respeito de Deus. |
Por mais complexos, tornaram-se insuficientes
para expressar toda grandeza do Criador.
Somente Jesus logrou fazê-lo com perfeição,
utilizando-se de uma linguagem simples, no entanto
portadora de alta carga racional e emocional,
chamando-O de Pai.
O designativo excelente preenche todas as lacunas
deixadas por outras definições e referências.
Deus é o Pai Criador,o Genitor Divino,
a Causa Incausada de todos os seres e de todas
as coisas. Tu és filho de Deus, cujo amor inunda
todo o universo e se encontra presente
nas mais íntimas fibras de teu ser.
Tens por fatalidade na vida: a plenitude!
Lográ-la, de imediato ou mais tarde, dependerá
do teu livre-arbítrio.
Por isso, empenha-te no sentido de conseguir
êxitos aos teus empreendimentos íntimos,
mesmo que a custas de sacrifícios,
recordando-te sempre que,em qualquer
situação, Deus está contigo.


Joanna de Angelis

Psicografado por Divaldo Pereira Franco)


Se você está sob a pressão de algum problema, recorde que desespero ou desânimo não oferecem amparo algum.

Se a luta decorre da necessidade de recursos materiais, atenda ao equilíbrio entre aquilo de que você dispõe e o que pretenda gastar, trabalhando mais,a fim de conseguir mais no setor de suas aquisições.

Se a doença lhe visita o corpo, use os meios justos que se lhe façam possíveis para reabilitá-lo, de vez que aflição inútil é sempre golpe fulminativo em você mesmo.

Se você cometeu algum erro não acredite que lamentação possa apagá-lo e sim raciocine quanto ao ponto íntimo em que deva fixar a atenção para não cair na reincidência.

Se alguém lhe feriu a sensibilidade, esqueça isso, de imediato, lembrando as vezes em que teremos ferido a outrem sem qualquer intenção de fazê-lo.

Se foi vítima da delinqüência alheia, em questões graves, ore pelo agressor, entendendo que o agressor é sempre um enfermo em condições infelizes.

Se sofre conflitos domésticos, guarde a certeza de que você, notando isso, é a pessoa indicada pela Divina Providência para o sustento da paz em casa.

Se algum parente lhe cria dificuldades, através de conduta indesejável, desde que não se trate de criança irresponsável, entregue-o ao caminho da própria escolha, consciente de que ninguém pisará no mundo com os nossos pés.

Se essa ou aquela afeição desertou de seus passos, não exija de alguém aquilo que esse alguém, por agora, não possa ou não lhe queira dar e sim continue agindo para o bem, porque, desse modo, outras criaturas lhe surgirão na estrada, valorizando-lhe a presença e abençoando-lhe o coração.

Se você traz consigo algum problema, peça a Deus coragem para suportá-lo, evitando queixas e lutas que fariam de você um problema difícil para os outros e, trabalhando e servindo em silêncio, com paciência e bondade, você observará que Deus transformará os outros em canais de socorro espontâneo, em seu favor, pelos quais, sem alarme e sem perda de tempo, encontrará você a necessária e a melhor solução.


Pelo Espírito ANDRÉ LUIZ
Do livro: BUSCA E ACHARÁS
Psicografia de CHICO XAVIER

REFLETIR


Não entregue o templo de sua memória às más impressões.

Não retire sua experiência dos fundamentos espirituais.

Não se esqueça de que o ideal superior, objeto de sua admiração, deve corporificar-se em seus caminhos.

Não se prenda ao mal; no entanto, não se desvie das obrigações de fraternidade para com aqueles que foram atingidos pelo mal.

Não apague o archote da fé em seus dias claros, para que não falte luz a você nos dias escuros.

Não fuja às lições da estrada evolutiva, por mais difíceis e dolorosas, a fim de que a vida, mais tarde, lhe abra o santuário da sabedoria.

Não lhe falte tempo para cultivar o que é belo, eterno e bom.

Não olvide que a justiça institui a ordem universal, mas só o amor dilata a obra divina.

Pelo Espírito ANDRÉ LUIZ
Do livro: AGENDA CRISTÃ
Psicografia de FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

Histórias da vida de Bezerra de Menezes


Por Euzinha

Certa feita, acabada a sessão espírita, descera Bezerra de Menezes ainda emocionado, as escadas da Federação Espírita Brasileira, quando localizou um irmão, de seus 45 anos, cabelos em desalinho, com a roupa suja e amarrotada.
Os dois se olharam, Bezerra compreendeu logo que ali estava um caso todo particular para ele resolver. Oh! Bendito os que têm olhos no coração! E Bezerra os tinha e os tem. E levou o desconhecido para um canto e lhe ouviu, com atenção, o desabafo, o pedido:
- Dr. Bezerra, estou sem emprego, com a mulher e dois filhos doentes e famintos... E eu mesmo, como vê, estou sem alimento e febril!
Bezerra, apiedado, verificou se ainda tinha algum dinheiro. Nada encontrou nos bolsos. Apenas a passagem do bonde... Tornou-se mais apiedado e apreensivo. Levantou os olhos já molhados de pranto para o alto e, numa prece muda, pediu inspiração a Maria Santíssima, seu anjo tutelar e solucionador de seus problemas. Depois, virando-se para o Irmão:
- Meu filhos, você tem fé em Nossa Senhora, a Mãe do Divino Mestre, a nossa Mãe Querida?
- Tenho e muita Dr. Bezerra!
- Pois, então, em Seu Santíssimo Nome, receba este abraço.
E abarcou o desesperado Irmão, envolvente e demoradamente. E, despedindo-se, disse:
- Vá, meu filho, na Paz de Jesus e sob a proteção do Anjo da Humanidade. E, em seu lar, faca o mesmo com todos os seus familiares, abraçando-os, afagando-os. E confie Nela, no amor da Rainha do Céu, que seu caso há de ser resolvido.
Bezerra partira. A caminho do lar, meditava: teria comprido seu dever, será que possibilitara ajuda ao irmão em prova, faminto e doente? E arrependia-se por não lhe haver dado senão um abraço. Não possuía nenhum dinheiro. O próprio anel de grau já não estava nos seus dedos. Tudo havia dado. Não tendo dinheiro, dera algo de si mesmo, vibrações, bom ânimo, moeda da alma, ao irmão sofredor e não tinha certeza de que isso lhe bastara... E, neste estado de espírito, preocupado pela sorte de um seu semelhante, chegou ao lar.
Uma semana passara-se. Bezerra não se recordava mais do sucedido. Muitos eram os problemas alheiros. Após a sessão de outra terça-feira, descia as escadas da FEB. Alguém no mesmo lugar da escada, trazendo na fisionomia toda a emoção do agradecimento, toca-lhe o braço e lhe diz:
- Venho agradecer-lhe, Dr. Bezerra, o abraço milagroso que me deu na semana passada, neste local e nesta mesma hora. Daqui saí logo sentindo-me melhor. Em casa, cumpri seu pedido e abracei minha mulher e meus filhos. Na linguagem do coração, oramos todos à Mãe do Céu. Na água que bebemos e demos aos familiares, parece, continha alimento. Pois dormimos todos bem. No dia seguinte, estávamos sem febre e como que alimentados... E veio-me a inspiração, guiando-me a uma porta, que se abriu e alguém por ela saiu, ouviu meu problema, condoeu-se de mim e me deu um emprego, no qual estou até hoje. E venho lhe agradecer a grande dádiva que o senhor me deu, arrancada de si mesmo, maior e melhor do que dinheiro!
O ambiente era tocante! Lágrimas caíam tanto dos olhos de Bezerra como do irmão beneficiado e desconhecido. E numa prece muda, de dois corações unidos, numa mesma forca gratulatória, subiu aos Céus, louvando Aquela que é, em verdade, a porta de nossas esperanças, a Mãe Sublime de todas as mães, a advogada querida de todas as nossas causas!
Louvado seja Maria Santíssima!


PENSE

Na higiene, o foco enfermiço deve ser extinto, em auxílio à saúde geral.

Na área das construções, esse ou aquele trecho comprometido reclama completo refazimento.

Em agricultura, o escalracho será erradicado para que a lavoura nobre venha a surgir.

Igualmente na vida, êxito e melhoria nascem de comportamento e rumo, tanto quanto rumo e comportamento para o bem e para a felicidade dependem de nossos pensamentos.

Pensamentos positivos em matéria de consciência tranqüila, limpeza de intenções, reajuste de maneiras e supressão de hábitos inferiores são suportes indispensáveis para a edificação de vida melhor.

Pense e fará o que pensa.
Faça e você será aquilo que faz.

Pelo Espírito ANDRÉ LUIZ
Do livro: BUSCA E ACHARÁS
Psicografia de FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

O Espírita e a Caridade


O espírita estudioso sabe que toda a moral de Jesus está consubstanciada na caridade e na humildade: caridade, que é o contraponto do egoísmo, e humildade, que representa o contraponto do orgulho.
Não há quem não anseie pela felicidade. Entretanto, ela jamais será alcançada sem a presença dessas duas virtudes. Isso porque a felicidade é um estado de espírito e tem a ver com o equilíbrio da mente e do coração, neste mundo e no outro.
Ninguém tem, efetivamente, essa paz de espírito se a consciência lhe cobra ter sido, no relacionamento com o próximo, maquiavélico, falso, dissimulado, insincero, antifraterno.Essa paz interior, entretanto, brota, quando o sentimento de solidariedade, de fraternidade, de amor, é exercitado, de inúmeras maneiras:A paciência com o próximo mais próximo;O amparo à criança e ao idoso;A assistência ao enfermo e ao recluso, e assim por diante.
Cada um tem a sua programação reencarnatória e nela diversas formas de praticar a caridade e a humildade.
Salvar-se, no entendimento espírita, significa bem aproveitar essas oportunidades, saindo-se vencedor nessa programação.Representa caridade e humildade calar-se diante da ofensa e perdoar.
Quem assim age está indo contra o egoísmo e o orgulho.E não é somente com relação ao próximo, mas também em relação a Deus.Quem ama o próximo está amando ao Criador. Quem revolta-se diante do próximo está se revoltando diante do Pai Maior: é como se dissesse, murmurando, “Deus é injusto colocando no meu caminho pessoa ou pessoas que me servem de prova, testando-me continuamente.”
Não se podendo amar verdadeiramente a Deus sem a prática efetiva da caridade em relação ao próximo, a garantia do progresso espiritual e moral reside no seu exercício.
Às vezes ouve-se questionamentos sobre se a filantropia seria caridade ou não.
A filantropia, por definição, significa amor à humildade.Assim sendo, se é caridade o amor ao próximo, é caridade também o amor à humildade (Jesus nos ama, a todos).
Como se sabe sobejamente, pelos ensinamentos espíritas, a caridade pode ser espiritual e/ou material e isso se aplica tanto a uma pessoa em particular como a um grupo maior ou menor de pessoas.
Na programação reencarnatória de todos está presente tanto uma como outra forma de caridade, desde a vida em família como a vida em sociedade.
O que varia de um para outro indivíduo é a particularidade da tarefa, seja em função de prova, de reparação, ou de ambos.No estágio evolutivo em que nos encontramos, ninguém se considerará missionário, no sentido religioso da palavra. Entretanto, quedar indiferente em relação às necessidades do próximo, se se pode de alguma forma ajudar, representa culposa omissão, da qual um dia se haverá de prestar contas.
A Doutrina Espírita, com o seu tríplice e indispensável aspecto, enfatizando a prática da caridade como condição para o desenvolvimento espiritual e moral, mostra o caminho a ser seguido pelos que já a compreendem.
Quanto mais estudo mais é sentida a necessidade da prática da caridade; quanto mais a caridade é praticada mais profundamente é sentido o efeito dessa causa em termos de bem estar espiritual.
Pela análise da essência da mensagem espírita, constata-se que o Espiritismo representa o Consolador, a reviscência do Cristianismo na sua pureza dos primeiros tempos cristãos. Ser espírita verdadeiro e buscar ser verdadeiro cristão.
FONTE: http://www.oclarim.com.br/?id=7&tp_not=1&cod=403

Em Torno da Felicidade



Em matéria de felicidade convém não esquecer que nos transformamos sempre naquilo que amamos.

Quem se aceita como é, doando de si à vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser.

A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros.

A alegria do próximo começa muitas vezes no sorriso que você lhe queira dar.
A felicidade pode exibir-se, passear, falar e comunicar-se na vida externa, mas reside com endereço exato na consciência tranqüila.

Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo determinados complexos de culpa, comece a desejar a própria libertação, abraçando no trabalho em favor dos semelhantes o processo de reparação desse ou daquele dano que você haja causado em prejuízo de alguém.

Estude a si mesmo, observando que o auto-conhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.

Amor é a força da vida e trabalho vinculado ao amor é a usina geradora da felicidade.

Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade está chamando o seu coração para vida nova.

Quando o céu estiver em cinza, a derramar-se em chuva, medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim


Autor: André Luiz
Psicografia de Chico Xavier

PRECEITOS DE PAZ

Agora é o seu mais belo momento de realizar o bem.
Ontem passou e amanhã está por vir.
Qualquer encontro é uma grande oportunidade.
Pense nas sementes minúsculas de que a floresta nasceu.
Não deixe de falar, mas aprenda a ouvir.
Quem sabe escutar pacientemente, encontra pistas notáveis para o êxito no serviço que abraçou.
Fuja de cultivar conversações menos dignas.
O interlocutor terá vindo buscar o seu respeito a Deus e à vida, a fim de equilibrar-se.
Não dê tempo às lamentações.
Meia hora de trabalho, no auxílio ao próximo, muitas vezes consegue alterar profundamente os nossos destinos.
Não mostre rosto triste.
Muita gente precisa de sua alegria para levar alegria aos outros.
Não menospreze quem bate à porta, conquanto nem sempre esteja você disponível.
Em muitas ocasiões, aquele que aparentemente incomoda é o portador de grande auxílio.
A ninguém considere inútil ou fraco.
Um palácio, comumente, é construção enorme; no entanto, nem sempre oferece agasalho ou acesso, sem a colaboração de uma chave.
Não persista em obstinações, reações ou discussões desnecessárias.
Em muitos casos, um simples prego, atacando uma roda, pode retardar a viagem num carro perfeito.
Auxilie a todas as criaturas que lhe partilham o clima individual.
Ainda mesmo na doença mais grave ou na penúria mais avançada, você pode prestar um grande serviço ao próximo: você pode sorrir.

ANDRÉ LUIZ
Francisco Cândido Xavier

http://institutoandreluiz.blog.uol.com.br/

Ler e compreender


Colaboração: Fernando Peron

Quem não raciocina com serenidade o que lê, não aprende, não assimila, não compreende, não se esclarece, não se ilumina.

Quem somente lê e não raciocina com reflexão, poderá até mesmo decorar páginas e páginas de dissertações belíssimas, declamá-las com sentimento e interpretação, contudo não soube penetrar na essência das idéias, na luz dos ensinamentos, na necessidade premente de sua renovação interior e melhoria moral.

Quem lê Doutrina Espírita com os embaçados olhos de desatenção, frieza e indiferença, não enxergará a essência da verdade contida no conjunto de palavras, frases e periodos. O Mestre Allan Kardec assim descreve a fé espírita: “A fé raciocinada, que se apóia nos fatos e na lógica, não deixa nenhuma obscuridade: crê-se, porque se tem a certeza e só se está certo quando se compreendeu”. (O Evangelho Segundo O Espiritismo, Allan Kardec, capítulo XIX, item 7: “A fé religiosa. Condição da fé inabalável”, LAKE - Livraria Espírita Alvorada Editora).

A finalidade da leitura concentrada de bom livro, bom texto, ótima lição, belo capítulo, expressiva mensagem é a assimilação consciente de conhecimentos bons, úteis e elevados. Somente assimila a Verdade quem estuda aplicando atenção permanente, observação curiosa e reflexão serena. Absorvendo a essência da Verdade através das idéias luminosas, o espírito adquire a claridade da compreensão da verdade espiritual e conseqüentemente passará a conviver na faixa psíquica poderosa da certeza.

O espírita que não alcançou a própria compreensão sobre determinados pontos fundamentais da Doutrina Espírita fica propenso a manter determinado grau de fé cega, embora esteja envolvido por tanta luz espiritual de outros companheiros mais estudiosos. Tenhamos a claridade da certeza: ninguém conseguirá caminhar somente com a luz dos outros, pois é indispensável construir o próprio entendimento da Verdade e aprender brilhar a própria luz interior. Com os olhos materiais, enxergamos fenômenos da vida material, com os da razão, visualizamos fenômenos da alma. Não basta ver espíritos através de fenômenos medianímicos: imprescindível compreender a essência dos fenômenos da vida e extrair o espírito da letra. A fé espírita nasce, desenvolve e brilha com a abençoada luz da compreensão: “A fé necessita de uma base, e essa base é a perfeita compreensão daquilo em que se deve crer. Para crer, não basta ver: é necessário, sobretudo, compreender”. (O Evangelho Segundo O Espiritismo, Allan Kardec, capítulo XIX, item 7 - “A fé religiosa. Condição da fé inabalável”, LAKE - Livraria Allan Kardec Editora).

Walter Barcelos
Livro: Anuário Espírita 2006. Vários Autores
IDE - Instituto de Difusão Espírita

Em Busca da Paz Interior


Quando o cordão umbilical que nos liga à mãe natureza é cortado, começamos a preterir os instintos para agir racionalmente. Então passamos a incorporar ao nosso estilo de vida uma série cada vez maior de hábitos e costumes prejudiciais à saúde...

Esse quadro é muito difícil de ser revertido porque o homem moderno é extremamente solicitado e assume cada vez mais compromissos. Conclusão: quase não sobra tempo para estar consigo mesmo e refletir sobre o seu projeto de vida.

Ao mesmo tempo, procuramos usufruir os prazeres que a vida nos oferece, mas lutando contra o tempo que escoa cada vez mais rápido. Temos momentos alegres e tentamos ser felizes através de realizações ambiciosas ou da conquista de bens materiais. Muitos, até, aceitam imensos sacrifícios e correm riscos para chegar ao topo. Mas, quem conseguiu atingir suas metas, em geral, constataram que a felicidade não se encontra lá.

Em meio a tanta confusão, muitos estão à procura de novos referenciais para enriquecer de sentido as suas vidas. Mas não existem modelos prontos; esses referenciais estão dentro de cada um...

Muitos questionam: como buscar a paz quando nosso mundo interior vive tumultuado e cheio de conflitos?

Aí é que está a questão. Nosso mundo interior é invariavelmente calmo. O que vive em estado de agitação e confusão é apenas a nossa mente. Portanto, para encontrar a paz interior, devemos mergulhar profundamente dentro de nós. As tempestades agitam apenas a superfície; na profundidade, as águas são serenas e silenciosas.

Assim sendo, a agitação mental é a primeira barreira a ser vencida para realizar uma viagem ao mundo interior.



(Texto de Wanderley Pires, do livro “Qualidade de Vida” – ed. Komedi)




Tolerância

“O Espírito firme sustém o homem na sua doença, mas o Espírito abatido, quem o pode suportar”? Pv. 18, v. 14

O Espírito desanimado cria mais dificuldades para o seu próprio desenvolvimento. Mesmo que a misericórdia divina lhe proporcione meios de restabelecimento, os problemas crescem ligados a profundas raízes psicológicas. No entanto, a tolerância dos Espíritos superiores, que trabalham junto à humanidade, vence, com a mão do tempo, os empecilhos, e faz com que o candidato se esforce, abrindo janelas no coração e na mente, por onde possa penetrar a ajuda da luz.

A tolerância, nas medidas certas, é acréscimo do amor que vibra em tudo.

A alma animada, corajosa e cheia de esperança no Senhor, mesmo em duras provas, não sente tanto quanto as aparências demonstram.

A desanimada e abatida multiplica por dois o padecimento normal.

A tolerância fecunda está sempre de mãos dadas com o discernimento.

Quando encontrares um companheiro sentindo-se destruído pelo fracasso, não respires com ele essa atmosfera. Procura, pelos meios de que dispõe, se possível pela escola de Jesus, transmitir-lhe alegria e otimismo, trabalho e interesse, para a vida e pela vida, sem te esqueceres de que o centro de tudo é o amor.

A tolerância faz parte da caridade, porém não pode esquecer o equilíbrio, para não se tornar em conivência.

Visita os espíritos abatidos, enfermos e desesperados, mas com os devidos preparos, para que não venhas a ser um deles.

Em toda conversação existe influência e refluência.

A intolerância despreza as oportunidades que a espera oferece.

O intolerante desfaz amizades e fortalece a ignorância.

Todo hospital, e mesmo cada médico, deveria criar um esquema de elevar o ânimo do enfermo, antes de tudo psicologicamente, seja qual for o seu estado, pois é dessa forma que a sua sensibilidade espiritual reage, e o seu campo orgânico desenvolve meios especiais para que os medicamentos e o repouso restabeleçam suas forças, como sendo um milagre.

O clínico nunca deve pensar em desânimo, nem no impossível, à beira do leito. Que o seu todo seja de alegria e de fé; a sua conversa, de ânimo; e o seu coração, de alegria.

Os enfermos por vezes são nervosos. Médicos e enfermeiros, no campo do seu trabalho, jamais devem permitir-se semelhante estado de humor.

E ainda no que concerne à tolerância, ela, no lugar certo, constitui-se na melhor resposta para os decadentes da moral e da doença física.

Quem viaja no mundo cultivando virtudes, acaba na vida brilhando como as estrelas.

Pelo Espírito de: Carlos

Psicografado por: João Nunes Maia

Livro: Tuas Mãos

Site: Luz do Espiritismo – Grupo Espírita Allan Kardec

Perdoar para quê?


O perdão oferece a possibilidade de conseguir liberdade e alívio. Quando perdoamos e somos perdoados, nossas vidas sempre se transformam

Katia Cristina Horpaczky

Pra que serve o perdão?

O perdão oferece a possibilidade de conseguir liberdade e alívio.

Quando perdoamos e somos perdoados, nossas vidas sempre se transformam. As doces promessas do perdão são mantidas. E começamos uma nova relação conosco e com o mundo.

Vamos fazer um exercício: Pare alguns minutos e preste atenção nas emoções que a sugestão de perdoar alguém desperta em você. Permita agora que venha à sua mente uma pessoa que você acha que te fez sofrer. O que você acha de perdoar essa pessoa? O que significa para você perdoá-la? O que você teria que fazer para perdoá-la?

O que é o Perdão?

Perdão é para você e não para o autor da afronta.

Perdão é recuperar seu poder.

Perdão é assumir a responsabilidade por como você se sente.

Perdão pode melhorar sua saúde física e mental.

Perdão é uma escolha.

Perdoar não significa que você deva mudar o seu comportamento. Se eu perdôo um amigo de quem estou afastada, não preciso voltar a ligar para ele a não ser que eu realmente queira.

Para perdoar não é preciso que você comunique verbalmente que a pessoa está perdoada. Talvez as pessoas com quem você esteja mais zangado sejam aquelas que você não pode contatar.

Perdoar só precisa de uma mudança na percepção, outra maneira de ver as pessoas e as circunstâncias que nos causam dor e sofrimento.

Perdoar é uma decisão de ver além dos limites da nossa personalidade, é ver além dos medos, neuroses e erros.

Perdoar é um modo de vida que vai nos transformando aos poucos de vítimas indefesas em poderosos e co-criadores da nossa realidade.

O que o Perdão não é:

Perdão não é fechar os olhos para a falta de amabilidade.

Perdão não precisa ser uma experiência religiosa ou sobrenatural.

Perdão não significa se reconciliar com o autor da afronta.

Perdão não significa desistir de ter sentimentos.

O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: GUARDAR MÁGOA E RANCOR PREJUDICA A SAÚDE.

Alguns estudos revelam que:

As pessoas que demonstram mais inclinação ao perdão têm menos problemas de saúde.

O Perdão gera menos estresse.

O Perdão gera menos sintomas físicos.

Pessoas que culpam outras por seus problemas apresentam índices mais altos de doenças cardiovasculares e cânceres.

Até as pessoas que sofreram perdas devastadoras podem aprender a perdoar e a se sentir melhor em termos psicológicos e emocionais.


Auto-Perdão: O maior desafio

Ao meu ver, perdoar a si mesmo é o maior desafio que você irá encontrar, é o processo de aprender a se amar e a se aceitar.

No auto-perdão, costuma haver uma grande resistência, pois ele requer uma mudança significativa, uma morte.

Que morte é essa? É um morrer para os velhos habitos, morrer para a culpa, a vergonha e a auto-crítica. Quantas vezes condicionamos o auto-perdão a circunstâncias diferentes do momento?

Qual auto-crítica você terá de abandonar para poder se perdoar?

O auto-perdão é um grande nascimento. Permita-se!

Artigo publicado no portal MSN Entretenimento, em 15 de fevereiro de 2008.



OS ANJOS DA GUARDA


Todos nós gostamos de nos sentir protegidos e seguros. A crença no anjo da guarda vem desde criança, através dos nossos pais e avós:

- Filha, quando se deitar reze para seu anjo da guarda."

- Nossa, o bebê caiu do berço e não se machucou! O seu anjo aparou."- dizem os avós.

Quem são estes famosos anjos da guarda?

Os anjos da guarda são espíritos elevados que nascem com a missão de nos proteger e orientar durante nossa vida. Cada pessoa tem seu anjo de guarda pessoal. Quando ela nasce, este espírito bom se encarrega de protegê-la. A missão do anjo guardião é voluntária, porque ele a aceita de bom grado. Esta alma elevada acompanha o homem durante sua existência corpórea e, muitas vezes, até depois da morte.

A missão do anjo da guarda pode ser comparada, por exemplo, a de um pai zeloso pela felicidade do filho. Ele o aconselha e o orienta. Fica triste quando o vê sofrer e se alegra quando o vê feliz. Algumas vezes, o filho não segue os conselhos do pai. No entanto, o pai zeloso sempre estará por perto, quando o filho precisar. Desta maneira, agem os anjos da guarda. Sugerem boas idéias, mas nós temos a liberdade de segui-las ou não. Uma mãe afetuosa poderá explicar ao filho sobre os efeitos nocivos da droga. Dependerá deste filho, evitar as drogas ou não. Se ele optar pelos caminhos da droga não poderá acusar a mãe.

A crença no protetor espiritual depende em parte da religião. No entanto, independente da religião, o anjo da guarda zela por nós.

Se a pessoa é umbandista, sentirá que é velada por um pai velho, caboclo ou criança. Se ela é evangélica, acredita na proteção do Mestre Jesus. No catolicismo também, as pessoas acreditam na existência dos anjos. Quem já não ouviu falar nos 72 anjos cabalísticos? O católico sentirá que é protegido por um santo de sua fé. Almas de evolução superior protegem a humanidade.

Se a pessoa não tem religião definida ou é ateu, mesmo assim, terá a proteção do seu anjo da guarda.

Na Terra, não temos nosso anjos guardiões? Pais, avós, tios bondosos, amigos solidários? Espíritos elevados de outras dimensões nos protegem. Como podemos entrar em contato com eles? A prece é o telefone de contato com o mundo angelical. Nas horas difíceis, nos momentos de decisão, podemos sempre contar com a inspiração do nosso anjo de guarda.

Pode ser que esta inspiração não seja sempre direta ou concreta, mas virá, com certeza. Seu anjo pessoal sempre lhe enviará ajuda, quando você precisar dele. Algumas pessoas sentem o anjo de guarda como se fosse uma voz dentro da consciência: "Faça isso!" "Não vá por esse caminho!" Através da nossa consciência eles nos inspiram com seus conselhos.

- Meu anjo da guarda se afastou de mim.

Quando estamos muito tristes ou com raiva,o contato fica mais difícil. Eles tentam nos ajudar, mas nós colocamos uma barreira energética. Neste momento de desespero, acione o seu telefone espiritual. Entre em seu quarto e faça uma prece sincera. Sentirá cálida presença. A prece favorece o intercâmbio das energias diferentes. Dissolve os miasmas pesados e, de certa forma, ficamos abertos às energias do Bem.

- Se existe anjo da guarda, por que já fui assaltada muitas e muitas vezes?
- Onde estava meu anjo quando fui assaltada?
- De folga ou em greve?"

Nas horas difíceis, eles sempre estão com a gente. No entanto, nem sempre podem evitar as provações. Cada pessoa tem sua história de vida e temos que passar por certos sofrimentos. Um pai zeloso leva o filho ao dentista. Ele sabe que o tratamento vai ser doloroso, mas esse tratamento delicado evitará dores maiores, como uma inflamação ou um dente extraído.

A presença do anjo protetor sempre ameniza nossas dores de alguma forma. Certas pessoas contam casos verídicos e surpreendentes. Um homem foi assaltado e levou um tiro. A bala não atingiu seu corpo , porque a caneta que estava em seu bolso, serviu como escudo protetor. Quantas pessoas estão para viajar e de repente mudam de idéia? Evitam o vôo e exatamente aquele avião sofre um desastre.

Nós temos uma antena que entra em contato com o mundo espiritual: a mente e os pensamentos. Os pensamentos determinam as atitudes. Atitudes egoístas, voltadas ao mal, são barreiras que nos impedem de entrar em contato com os anjos protetores.

Temos um bom anjo e um anjo ruim. Lutamos contra o bem e o mal. - dizem algumas pessoas.

O mal só nos atinge se dermos forças a ele. Mesmo que sejamos bombardeados por energias malsãs, más companhias, temos o livre arbítrio para impedir o mal. E, por este motivo, os anjos protetores agem de modo sutil. Não podem dirigir a nossa vida. Temos o livre arbítrio de seguir qualquer caminho. O plantio é seletivo, mas a colheita é obrigatória.

Além dos anjos de guarda temos outros espíritos protetores. São os espíritos simpáticos. Podem se ligar a nós por afinidade, parentesco ou amizade. Ex: o neto perde a avó querida. Em outra dimensão, esta avó continuará gostando do seu neto e o incluirá sempre nas suas preces.

Então, criminosos e bandidos, não tem anjos da guarda." Eles também tem anjos da guarda. O Mal não é perene. O homem não está abandonado na Terra. Todos têm um espírito superior que vela por ele.

Todos nós somos criados à imagem e semelhança de Deus e um dia, também, através da evolução, seremos anjos. A matéria é apenas uma passagem para um vida melhor e mais feliz.

Quando estiver desanimado, triste ou desiludido conserte seu telefone de contato com a outra dimensão. Do outro lado, sempre estará Jesus, o Anjo dos Anjos, pronto a nos amparar em nossas dores e desencantos. Quando ajudamos alguém, aliviamos o sofrimento de uma pessoa desesperada, nossos anjos da guarda ficam contentes . Eles querem colaboradores. Quando você auxilia alguém com uma palavra amiga, um gesto bondoso, estará praticando a bondade e a caridade. Estes sentimentos sublimes ampliam a sua aura e você fica bem pertinho do seu anjo guardião.

Ah, você está querendo saber como consertar o telefone de contato?

O primeiro passo são suas atitudes. Como se diz mesmo? "Quando a vida não muda, você é que tem que mudar!" Modifique o padrão dos seus pensamentos para melhor. E a oração! Em qualquer momento ou lugar, você pode acionar este correio angelical. E o grande milagre que é a fé em um Poder Superior , o Maior de todos Eles: Deus. Como diz a frase popular: "Não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem."

Pois é, acreditando ou não, vendo ou não, estamos sempre sendo velados por nossos queridos e amados anjos da guarda. Isso não é confortador?


Magnólia Francisca.
O livro dos Espíritos- Allan Kardec - página 189.

www.forumespirita.net



És Espírita


És espirita, isto é, recebeste o batismo do fogo, a luz divina do Espiritismo com a responsabilidade de conduta reta, coração fraterno, pensamento elevado.

És espírita, ou seja, estás assinalando na Terra o nos céus com a marca do Cristo, sagrado apóstolo do cristianismo redivivo, com a ordem expressa do Senhor: ide e pregai o que ouviste, aos povos e nações.

És espirita e naturalmente capacitado a abrir os braços com asilo acolhedor a todos os infelizes que te peçam proteção em nome do Cristo vivo.

És espirita e ungido do Senhor para o alto mister da fraternidade universal.

Enquanto houver na Terra um gemido, um soluço, uma dor, um desespero, espírita que és terás a incumbência de ajudar teu irmão, aliviando-o, amparando-o, guiando-o para o alto, mostrando-lhe os céus constelados de estrelas, como soberanas moradias da Casa do Pai.

És espirita, com obrigação de ter fé, de esperar incessantemente, de agir com Amor na imitação do Sublime peregrino.

És espirita, tens o bem por lema de tua vida, a caridade por sol a iluminarte o coração, a esperança no intimo de teu ser como tesouro que te foi outorgado para doar, em nome do Senhor, a humanidade sofredora.
Foste eleito entre milhões da Terra para receber a sabedoria da Revelação Divina.

És espirita!

Meu amigo(a), tua doce peregrinação está iniciada. Empunha o teu bordão de peregrino da Luz, leva o alforge para a viagem do Amor fraterno, ergue a bandeira da caridade e segue o teu caminho.
Onde houver fome procura dar o pão da vida, onde houver sede cede a água da compaixão, onde houver dor oferta consolo, onde estiver a miséria moral oferece entendimento. Não te canses, não estaciones!
Doa a ti mesmo, cede de teu coração, ajuda materialmente, mas lembra-te sempre: és espirita!
Para a frente e para o Alto com o Senhor conosco, hoje e sempre.
Assim seja...

"Lições de Sabedoria Universal"

SAUDAÇÕES FRATERNAS


Clique aqui para ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/amizade/mensagem-de-paz-e-luz/


"Aprendendo a lidar com as crises"

Ser espírita não é ser nenhum religioso; é ser cristão.
Não é ostentar uma crença; é vivenciar a fé sincera.
Não é ter uma religião especial; é deter uma grave responsabilidade.
Não é superar o próximo; é superar a si mesmo.
Não é construir templos de pedra; é transformar o coração em templo eterno.
Ser espírita não é apenas aceitar a reencarnação; é compreendê-la como manifestação da Justiça Divina e caminho natural para a perfeição.
Não é só comunicar-se com os Espíritos, porque todos indistintamente se comunicam, mesmo sem o saber; é comunicar-se com os bons Espíritos para se melhorar e ajudar os outros a se melhorarem também.
Ser espírita não é apenas consumir as obras espíritas para obter conhecimento e cultura; é transformar os livros, suas mensagens, em lições vivas para a própria mudança. Ser sem vivenciar é o mesmo que dizer sem fazer.
Ser espírita não é internar-se no Centro Espírita, fugindo do mundo para não ser tentado; é conviver com todas as situações lá fora, sem alterar-se como espírita, como cristão. O espírita consciente é espírita no templo, em casa, na rua, no trânsito, na fila, ao telefone, sozinho ou no meio da multidão, na alegria e na dor, na saúde e na doença.
Ser espírita não é ser diferente; é ser exatamente igual a todos, porque todos são iguais perante Deus. Não é mostrar-se que é bom; é provar a si próprio que se esforça para ser bom, porque ser bom deve ser um estado normal do homem consciente. Anormal é não ser bom.
Ser espírita não é curar ninguém; é contribuir para que alguém trabalhe a sua própria cura.
Não é tornar o doente um dependente dos supostos poderes dos outros; é ensinar-lhe a confiar nos poderes de Deus e nos seus próprios poderes que estão na sua vontade sincera e perseverante.
Ser espírita não é consolar-se em receber; é confortar-se em dar, porque pelas leis naturais da vida, "é mais bem aventurado dar do que receber".
Não é esperar que Deus desça até onde nós estamos; é subir ao encontro de Deus, elevando-se moralmente e esforçando-se para melhorar sempre.
Isto é ser espírita.
Com as bênçãos de Jesus, nosso Mestre.

Do Livro "Aprendendo a lidar com as crises" Wanderley Pereira.


Passe Espírita

O q u e é?

O Passe Espírita, ou Fluidoterapia, como é também conhecido, é uma transfusão de uma certa quantidade de energias fluídicas vitais (psíquicas) ou espirituais, utilizando-se a imposição das mãos, com o propósito de atuar em nível perispiritual, usada e ensinada por Jesus, como se vê nos Evangelhos. Origina-se das práticas de cura do Cristianismo Primitivo.

Há pessoas (médiuns passistas) que tem uma capacidade maior de absorção e armazenamento dessas energias que emanam do Fluido Cósmico Universal e da própria intimidade do Espírito. Tal capacidade as coloca em condições de transmitirem essas energias a outras criaturas que eventualmente estejam necessitando. A aglutinação dessa força se faz automaticamente e também, atendendo ao apelo do médium passista (prece) que então municiado dessa carga, transmite de suas mãos em discretos movimentos.

ESPIRITA PROFISSÃO AMOR




Ser espírita é exercitar continuamente o amor ao próximo.
Digo exercitar, porque ninguém há de se achar pronto e perfeito.
Porque se assim o fosse não estaria aquí na terra, planeta de provas e expiações.
Devemos continuamente aproveitar as chances e os momentos de transmitirmos o amor, porque só assim atingiremos a perfeição. Que não será nesta vida, daquí a muitas talvez.
Mas é como na escola, quanto mais cedo começarmos e menos repetirmos de ano melhor. Quanto mais aproveitarmos a encarnação mais cedo chegaremos.
A toda hora podemos nos experimentar, percebendo e analisando as nossas atitudes, em qualquer lugar em que estivermos; principalmente quando a situação nos coloca de frente com outras pessoas.
Ser espírita é mais do que ir a uma reunião espírita, tornar-se médium, fazer algumas comunicações mediunicas e dizer algumas palavras bonitas, até escrever um livro quem sabe.
Ser espírita é exercitar o amor ao próximo e reformar-se.
Diz-se: Fora da caridade não há salvação, pode-se dizer também: Sem a reforma íntima não há salvação. Porque não havendo reforma não há melhora, sem melhora não há progresso moral. Não há a intenção de fazer o bem pelo bem.
Caridade não é esmola, caridade não é dar o que lhe sobra.
Caridade é repartir, participar, praticar a arte do amor, em todos os momentos possíveis. Ninguém precisa pôr a mão no bolso pra fazer caridade, existe tantas outras formas.
Por isso a reforma íntima é muito importante para descobrirmos as nossas fraquezas e o nossos pontos problemas. A auto crítica, a auto analise baseados nos preceitos do evangelho, das leis naturais, das leis morais, das leis que regem os relacionamentos humanos.
Todo mundo sabe que é errado matar, assim não matarás é uma regra natural.
Está na lei de Deus e na lei dos homens, então não matarás.
É uma regra a ser seguida e assim por diante.
Não fazei aos outros o que não quereis que vos façam.
Amar ao próximo como a tí mesmo engloba todas as leis, e é a base a ser seguida.
Todas as outras regras de conduta moral cristã deriva dessa máxima.
Temos assim que refletirmos e vigiar-nos para cumpri-la até que ela se torne tão natural que não mais prestemos atenção no bem que fazemos, pois não estaremos mais fazendo o mal.
Fazer o mal parece uma coisa tão clara, não é bem assim, por isso existe a necessidade de policiar-nos. Os nossos atos e as nossas palavras podem ferir como a bala do revólver e gerar débitos que necessitaremos resgatar um dia.

Muita Paz.



O QUE É O PERISPÍRITO?


O que é o Perispírito?
Perispírito é o nome dado por Allan Kardec ao elo de ligação entre o Espírito e o corpo físico. Quando o Espírito está desencarnado, é o perispírito que lhe serve como meio de manifestação. É o que o Apóstolo Paulo chamava de corpo espiritual (I Coríntios, XV,44).

Do que é feito?
Havendo no universo três elementos básicos: Deus, Espírito e Matéria, a Doutrina Espírita denomina de Fluido Universal a matéria elementar que serve para a criação de todas as outras. Tanto a matéria que conhecemos na Terra (pedra, ar, água, nossos corpos e tudo o que existe), quanto a matéria do Plano Espiritual (que forma as cidades, colônias, o perispírito, o fluido que emitimos pelo passe) são feitos de Fluido Universal. Essa única matéria básica transforma-se em todas as outras conforme atua nela o pensamento divino ou dos próprios Espíritos.
Um exemplo para compreendermos essas transformações é o fato de um único elemento químico, o Carbono, transformar-se em diamante ou carvão, que são duas coisas completamente diferentes, apenas alterando-se as ligações moleculares entre os átomos de carbono.
Assim, o perispírito é feito de uma das transformações do Fluido Universal que existe em torno do planeta onde o Espírito deve encarnar.

Para que serve?
Quando o Espírito está encarnado, o perispírito serve como elo de ligação entre o Espírito e o corpo. Desencarnado, o perispírito faz o papel de corpo com o qual o Espírito se manifesta.

Em qualquer caso, é através do perispírito que o Espírito, ser imaterial, recebe as sensações do ambiente ou nele atua.
Perispírito é o nome dado por Allan Kardec ao elo de ligação entre o Espírito e o corpo físico. Quando o Espírito está desencarnado, é o perispírito que lhe serve como meio de manifestação. É o que o Apóstolo Paulo chamava de corpo espiritual (I Coríntios, XV,44).

Do que é feito?
Havendo no universo três elementos básicos: Deus, Espírito e Matéria, a Doutrina Espírita denomina de Fluido Universal a matéria elementar que serve para a criação de todas as outras. Tanto a matéria que conhecemos na Terra (pedra, ar, água, nossos corpos e tudo o que existe), quanto a matéria do Plano Espiritual (que forma as cidades, colônias, o perispírito, o fluido que emitimos pelo passe) são feitos de Fluido Universal. Essa única matéria básica transforma-se em todas as outras conforme atua nela o pensamento divino ou dos próprios Espíritos.
Um exemplo para compreendermos essas transformações é o fato de um único elemento químico, o Carbono, transformar-se em diamante ou carvão, que são duas coisas completamente diferentes, apenas alterando-se as ligações moleculares entre os átomos de carbono.
Assim, o perispírito é feito de uma das transformações do Fluido Universal que existe em torno do planeta onde o Espírito deve encarnar.

Para que serve?
Quando o Espírito está encarnado, o perispírito serve como elo de ligação entre o Espírito e o corpo. Desencarnado, o perispírito faz o papel de corpo com o qual o Espírito se manifesta.

Em qualquer caso, é através do perispírito que o Espírito, ser imaterial, recebe as sensações do ambiente ou nele atua.



Depoimento da atriz Ana Rosa sobre a dor da perda de uma filha


Algumas vezes eu representei cenas de perdas de entes queridos em novelas. No dia 17 de novembro de 1995, no velório de minha filha Ana Luisa, nascida em São Paulo no dia 10 de dezembro de 1976, eu não queria acreditar que estivesse vivendo aquilo de verdade.
No dia seguinte, saí para comprar alguns presentes de Natal. Afinal, meus outros seis filhos ainda estavam ali e precisavam da mãe. Mas eu parecia um zumbi. Numa loja, me senti mal. Tontura, fraqueza, parecia que meu peito iria explodir, que eu não iria agüentar tanta dor. Pedi à vendedora que me deixasse sentar um pouco. Eu estava quase sufocando, as lágrimas queriam saltar de meus olhos. Mas eu não queria chorar. Queria esconder minha dor, fazer de conta que aquilo não havia acontecido comigo. Bebi água, respirei fundo e saí ainda zonza.
Eu sempre acreditei que iria terminar de criar minha filha, como todos os outros. Que iria vê-la formar-se em veterinária. Vê-la casada, com filhos. Achava que teria sempre a Aninha ao meu lado. Um dia, ela me contou que quando era pequena e eu saía pra trabalhar, ela sentia medo de que eu não voltasse. Por isso ficava sempre na porta de casa me olhando até eu sumir de sua vista. Por isso vivia grudada em mim.
Imagino que ela já pressentia ainda criança, que iríamos nos separar cedo. Só que foi ela a ir embora. Foi ela que saiu e não voltou mais. Foi ela que me deixou com a sua saudade. Para amenizar a falta, o vazio que ela deixou, eu ficava horas revendo os vídeos mais recentes com suas imagens. Nossas viagens, festas de aniversários, a formatura da irmã, seu jeitinho lindo tão meu conhecido de sentir vergonha.
Ela com o primeiro e único namorado. O gesto característico de arrumar os cabelos. A sua primeira apresentação de piano. Nesse vídeo então, eu ficava namorando suas mãos de dedos longos e finos. Até hoje eu me lembro de cada detalhe das mãos da Aninha. Assim como me lembro de cada detalhe de seus pés, do seu rosto...
Dali pra frente, o que mais me chocava e surpreendia era que todo o resto do mundo continuava igual. Como se nada tivesse acontecido: o sol nascia e se punha todos os dias, as pessoas andavam pelas ruas. O mesmo movimento, barulho. O mundo continuava a girar. Tudo, tudo igual. Só na minha casa, na minha família, dentro de mim, é que nada mais voltaria a ser como antes. Faltava minha filha, Ana Luisa!
Eu passava, quase diariamente, nos lugares comuns: o colégio Imaculada Conceição, em Botafogo. Cinema, lanchonete, restaurante, o metrô, onde tantas e tantas vezes viajamos juntas. A loja das comprinhas, o shopping, o parquinho, o clube onde fazia natação. A praia de Botafogo onde ela foi atropelada, o hospital Miguel Couto, onde passamos as horas mais angustiosas de nossas vidas.
O cemitério São João Batista, onde repousam seus restos mortais. Até hoje cada um desses lugares me lembra alguma coisa de minha filha. Até hoje guardo as lembranças de seus abraços, seus chamegos, o cheirinho da sua pele, o calor, seu carinho e aconchego. Ana vivia literalmente pendurada em mim. Já grandona, maior que eu, mas sempre como se fosse meu nenê pedindo colo.
Saudade. Saudade. Saudade, minha Aninha.
Não fosse a minha fé e a convicção de que a vida não termina com a morte, não fossem os outros filhos que ainda precisavam de mim, acho que teria pirado. Além da família, o trabalho, a terapia e o estudo da doutrina espírita me deram forças para superar a separação e a falta da Ana Luisa.
Sou e serei eternamente grata ao meu Pai do Céu, porque fui agraciada com muitos sinais de que a separação é apenas temporária. Alguns dias após sua passagem entrei em seu quartinho que ficou inundado pelo cheiro de rosas. Instintivamente fui olhar pela janela. Naturalmente o cheiro não vinha de fora. O perfume intenso era só ali dentro.
Um mês depois, no grupo que eu freqüentava no Centro Seara Fraterna, minha filha se manifestou. Ainda meio confusa pela mudança abrupta e repentina, mas já consciente de sua passagem. Naquela noite, o buraco no meu peito que parecia uma ferida sangrando, mudou de aspecto. Continuava a doer, mas a certeza de que minha filha continuava e continua viva em alguma outra dimensão me trouxe uma nova perspectiva. A de que eu poderia chorar pela sua ausência, nunca pelo seu fim.
Dalí pra frente, algumas vezes vi, em outras pressenti, sua essência ao meu lado. No decorrer desses doze anos, recebi, por acréscimo de misericórdia, um bom número de mensagens dela. Uma das últimas foi através de um médium reconhecido, que foi fazer uma palestra num evento que eu apresentava. Sem que eu esperasse ou solicitasse, ele disse que via uma jovem ao meu lado – me descreveu exatamente minha filha - e que ela me apontava para ele dizendo: é esta aqui, ó.
Esta é que é a minha mãe. Quando me sentei, ele disse que ela sentou-se no meu colo. Entre as várias coisas no recado que me mandou, encerrou dizendo que as violetas (enceno a peça “Violetas na janela” há 11 anos) que ela cultiva onde se encontra, não serão colocadas na janela, e sim, serão usadas para fazer um tapete de flores para eu pisar quando chegar lá.


http://www.diasdacruz.org.br



REFLEXÃO


Não temas as provas de hoje.
Supera o mal com o bem.
Todos temos um amanhã.
No entanto, porque o futuro nos pertença não menosprezes
o momento de agora.
Se sofrestes desgostos não lhes conserves os remanescentes
no coração.
Esquece afrontas e ofensas.
O perdão desata quaisquer algemas entre vítima e agressor.
O trabalho dissipa as sombras do espaço da alma.
Serve sempre.
Não cultives enfermidades imaginárias, nem te amofines por
aflições que talvez não chegues a conhecer.


Caminhos...

Por Euzinha
http://pensamentoscurtidos.blogspot.com

Todos sabem que o Espiritismo é o caminho que eu escolhi, que enche o meu coração e que traz luz a minha vida.
Mas precisamos lembrar sempre que ele nao é o fim. É apenas o caminho que trilho agora.

Estava assistindo a uma entrevista do Plínio Oliveira no Youtube e ele (como sempre) disse coisas muito importantes a respeito das nossas crenças. Coisas que valem um minutinho de atenção. Seguem trechos:

* O Espiritismo um dia vai passar. O amor não. O amor vai permanecer!

** Talvez as pessoas nao concordem com as respostas que o Espiritismo traduz. Mas elas nao podem discordar que as perguntas sao boas. De onde venho? Onde estou? Quem sou? Pra onde eu vou?
É fundamental contar com essas questoes. É fundamental contar com essas perguntas.
É fundamental o conhecimento dessas respostas pq isso traz significado para a existência e permite o que eu chamo de aprofundamento da consciência.

O espiritismo tem uma contribuição muito importante a dar à cultura do mundo, especialmente do mundo ocidental, que é trazer para a cogitação das pessoas as possibilidades da reencarnação, da comunicação com os espíritos.
Eu chamo isso de possibilidade em respeito aos que pensam diferente, pq pra mim nao é uma possibilidade, é um fato. Mas eu respeito quem pensa diferente.
Eu digo pros meus amigos: Olha, vc pode discordar de mim, mas encontre uma outra resposta.
Vc pode discordar que existe Deus, mas entao me explique o universo de alguma maneira.
As pessoas podem nao acreditar em Deus. O que elas nao podem é deixar de buscar essas respostas.
Nisso o espiritismo é soberbo, pq ele permite que as pessoas busquem essas respostas.


*** As pessoas às vezes, eu falo isso para o seu coração, às vezes, as pessoas poem aspectos doutrinários acima das relações. É fundamental os espiritas guardarem duas coisas:
Nao perderem de vista aquilo que acreditam;
e
Nao perderem de vista que existem coisas além daquilo que a gente acredita.
É fundamental permitir isso. Se vc tiver segurança naquilo que crê, vc vai respeitar o que os outros creem e a gente vai poder fazer um projeto de interação.
Eu fico muito preocupado com a segmentação, com as coisas feitas só para espíritas. Por isso eu peço muito, qdo as pessoas me convidam, eu ofereço para a comunidade.
O espiritismo tem que ser uma luz brilhando no coração da gente, iluminando o mundo.
O espiritismo nao é para o espíritas. O espiritismo é uma maneira de pensar para tornar a sociedade um lugar melhor.

Entao, eu digo isso aos espíritas: Nao permita que as questoes doutrinarias virem uma questao de desamor, como acontece muito, das pessoas serem desamadas porque pensam diferente.
Nao se esqueça que Jesus foi levado a Cruz por pensar diferente!


A doença como fator de mudança

A doença como fator de mudança

::Por: Osvaldo Shimoda ::
somostodosum.ig.com.br

O corpo é um instrumento que a nossa alma usa para nos mandar mensagens. E as doenças são recados que a alma manda usando o nosso corpo físico sempre que a gente deixa de fazer o melhor, nos alertando que estamos nos desvirtuando do verdadeiro caminho (muitos se encontram ignorantes no campo espiritual e não têm consciência de que não estão por acaso nesta vida terrena, que estão para aprender, reparar erros cometidos em vidas passadas e, com isso, evoluir enquanto seres humanos).
Visto por esse ângulo, a doença faz parte de nosso aprendizado, e a dor e o sofrimento são necessários à evolução humana, é um processo de depuração para o progresso da alma.

A doença pode ser utilizada pela espiritualidade para limitar as atividades de uma pessoa, por exemplo, fazendo com que ela repense o seu materialismo excessivo e se conecte mais com o espiritual (é comum as pessoas negarem a existência do plano espiritual, das forças invisíveis, dando às costas à espiritualidade).
Há médiuns que vieram com os canais mediúnicos bem abertos, e que se esquecem (o véu do esquecimento não os deixa recordar suas existências passadas) que quando estavam no astral assumiram o compromisso de usar a sua mediunidade para ajudar as pessoas que prejudicaram no passado.
Por outro lado, a doença se instala para que muitos desenvolvam a humildade, a aceitação, a resignação, o respeito às leis da vida, a compaixão, a tolerância, o amor, a generosidade. Outros ainda contraem uma doença para se desapegarem da possessividade, do controle, e têm várias perdas em suas vidas para aprenderem a se desapegar.

É importante ressaltar que a doença e o sofrimento, não são punitivos, um castigo divino como muitos crêem, mas sim educativos, um fator de mudança. Quantas pessoas após experimentarem sofrimentos intensos por conta de uma doença mudam radicalmente, passam a dar mais valor à vida, a valorizar mais o espiritual e menos o material e esquecem as futilidades que antes tanto valorizavam?
Esses indivíduos aprenderam e cresceram com o sofrimento, evoluíram.
O materialista que não vê senão o corpo (acredita que só existam a matéria, as coisas visíveis, palpáveis, concretas) e não considera a existência do espírito, da alma; não pode compreender essas coisas.

As pesquisas do Dr. Raymond Moody Jr. (médico norte-americano, autor do Best Seller Vida depois da vida) com pacientes que passaram por situações de quase-morte (pacientes que tiveram paradas cardiorrespiratória e que foram ressuscitados pelos médicos) relataram experiências espirituais inusitadas (em espírito, saíram fora de seus corpos físicos, viram e ouviram o que se passava e o que era falado pela equipe médica, tiveram encontros no plano astral com parentes desencarnados, anjos, mentores espirituais etc.) que os transformaram profundamente, tornando-os mais humanos e espiritualizados.



Caso Clínico: Endometriose e dificuldade de engravidar. Mulher de 28 anos, casada.


Por:
Osvaldo Shimoda

Veio ao meu consultório querendo entender por que desenvolvera a endometriose (inflamação da membrana mucosa que reveste o útero internamente) há dois anos. Chorava de dor por conta das cólicas fortíssimas que sentia constantemente. A paciente tinha também o útero retrovertido (invertido). Por conta de um cisto hemorrágico passou por uma cirurgia e teve que extrair o ovário e a trompa direita.
Após novos exames constatou-se que a endometriose tinha migrado para o intestino, e ao se submeter à outra cirurgia foi tirada uma parte de seu intestino.
O outro motivo que a fez procurar a terapia era sua dificuldade de engravidar. Mesmo não tomando pílula anticoncepcional, não conseguia engravidar.
O sonho de seu marido (mais dele do que dela, já que nunca pensou em casar e tampouco ter filhos) sempre foi de ter um filho. O fato dela não conseguir engravidar gerava brigas constantes no casal.
Quando tomava medicação as dores cessavam e o avanço da doença também, mas, se parava, as dores voltavam novamente.

Ao regredir a paciente me relatou:
Estou sozinha numa praia isolada, longe de casa. Sou branca, uso um vestido longo, clarinho, meus cabelos são compridos. Sou moça, devo ter uns 20 anos. É uma outra vida. Fui nessa praia para pensar.

- Em quê – pergunto à paciente.
Tenho que escolher, sinto-me angustiada (paciente começa a chorar).
Estou grávida... Tenho medo de contar à minha mãe.

- Você tem pai? – Pergunto novamente à paciente.
Ele nos abandonou, foi morar com outra mulher. Tenho que ajudar minha mãe lavando roupa numa casa grande. O dono da casa me prendeu no quarto e me falou que se não cedesse não iria mais nos deixar trabalhar na casa dele.
Minha mãe também trabalhava nessa casa, na cozinha.
Ela vivia dizendo que a gente tem que ser certa na vida, fazer as coisas direito. Fui levar a roupa lavada e a senhora, esposa do dono, não estava naquele dia. Ele estava com um amigo, fechando negócio.
Os dois me obrigaram a fazer sexo (paciente chora). Eu não queria.
Não posso deixar esse nenê vir, tenho medo de falar para minha mãe.

- Avance mais para frente nessa cena – peço à paciente.
“Acabei tirando o nenê. Tomei um chá, uma erva abortiva. Minha mãe não ficou sabendo, eu a convenci a ir embora. Falei que o dono da casa estava me perseguindo, mas não contei o que aconteceu realmente.
Minha mãe ficou com medo, queria me proteger e a gente foi embora. Nunca contei a verdade, ela ia ficar triste, decepcionada comigo. Mudamos para outra cidade (pausa).
Há uma guerra, vejo um monte de soldados. Minha mãe cozinha numa outra casa, e eu lavo roupa (pausa).
Vou para a guerra como enfermeira”.

- E a sua mãe? – Pergunto à paciente.
“Nunca mais a vi”.

- Avance mais para frente nessa cena, anos depois – peço à paciente.
“Estou velha, cabelos brancos, mais gorda. Não quis casar, achava os homens nojentos. Após o abuso sexual, não quis me envolver com nenhum homem, embora muitos me quisessem. Na verdade, fui à guerra me matar. Eu me apresentei como voluntária. Via todos os dias gente morrendo. Eu os ajudava, abreviando o sofrimento deles.
Mas não deixei ninguém cuidar de mim, nem minha mãe. Não tive coragem de voltar para ver minha mãe.
Sentia falta dela, mas ela ficava me pressionando para arrumar um marido. Falava que eu não podia ficar sozinha, mas nunca tive coragem de lhe dizer que abortei uma criança. Por isso, acabei fugindo, indo para a guerra”.

- Vá para o momento de sua morte, veja como termina essa vida passada – Peço à paciente.
“Estou num quarto, acho que é um hospital. Sinto dor no peito, morri de infarto. Minha mãe veio me buscar em espírito. Fala que não precisava ter escondido o ocorrido, que ela poderia me ajudar.
Ela está com um menino ao seu lado. Ele é branquinho, lindo, é o filho que abortei (paciente chora).
Ele diz que me perdoou, me chama de mãe. Minha mãe me abraça, meu peito ainda dói”.

Na sessão seguinte, na 4ª sessão (última) a paciente me relatou:
“Vejo uma praia, tem uma moça sentada numa pedra. Ela é bonita, alta, usa um vestido longo, azul, tem um cabelo preto, comprido. É a minha mentora espiritual. Ela me abraça, diz que estava me esperando. Pega a minha mão e me faz sentar na pedra, junto com ela.
Ela diz: ‘A água é a fonte da vida, você não pode negar o caminho que já estava aberto. Seu companheiro (marido) precisa aprender a respeitar a vida, as leis da vida. Como ele achou que podia interromper tanto a vida?
Indiretamente, ajudou as mulheres a interromperem muitas vidas. Ele facilitava o acesso às drogas abortivas (paciente me disse que antes de casar com o marido, ele vendia comprimidos proibidos, abortivos).
Ele acha que não existe a lei do retorno (causa e efeito), uma das leis universais, mas a única coisa que realmente não existe é a barganha com Deus. Enquanto ele não entender isso, a vida não vai acontecer, ele não terá o filho que tanto deseja. Mas a porta vai se abrir para o seu companheiro quando for a hora dele. Ele ainda não compreende as leis da vida, e você está sendo usada pela espiritualidade para ensiná-lo. Mas ambos têm lições para aprender disso. Você passou muito tempo não querendo construir uma família, e ele passou algum tempo impedindo essa construção, através das pílulas abortivas’”.

- Pergunte à sua mentora por que você nunca quis construir uma família? – Peço à paciente.
“Ela diz que foi por conta daquela vida passada em que fui abusada sexualmente e com isso fiquei com medo de criar laços afetivos com um homem e constituir uma família.
Portanto, o meu marido foi colocado em minha vida para me ensinar a confiar nos homens, e eu vim para ensiná-lo a respeitar as leis da vida, pois ele é muito materialista, ainda ignorante no campo espiritual.
Minha mentora me diz que sou um canal de comunicação da espiritualidade, por isso vim com essa mediunidade bem aflorada (paciente já trabalhou como médium de incorporação num centro espírita, mas por conta das dores fortes que sentia em função da endometriose, acabou não mais trabalhando como médium)”.

- Pergunte à sua mentora se caso você não exercer à sua mediunidade ajudando as pessoas, a doença vai persistir – Peço à paciente.
“Afirma que a doença vai persistir até a lição ser aprendida tanto de minha parte como de meu marido.

- Quais são as suas lições? – Peço à paciente.
“Humildade, amor materno, criar laços de família, aceitação e resignação”.

- E do seu marido? – Pergunto à paciente.
“Ela diz que são mais complicadas, mas as principais são: humildade, respeito às leis da vida, compaixão, tolerância, amor, generosidade.
Diz ainda que caso Deus permita, mais para frente será concedido um filho.
Pede para eu voltar a trabalhar minha mediunidade num centro espírita.
Ressalta que foi esse o propósito que vim desenvolver na encarnação atual. A aceitação de minha missão tem que ser completa, de corpo e alma, assim como a aceitação da vontade de Deus. Ela está agradecendo ao nosso Pai por ter permitido esse encontro, essa terapia.
Está também agradecendo aos seus guias espirituais (a mentora estava se referindo à equipe espiritual que assessora o meu trabalho no consultório) pela oportunidade desse encontro.
Diz ainda que o canal desse encontro ficará aberto porque posteriormente terei que voltar à terapia, e está abençoando essa casa que o senhor abriu (na verdade, o consultório é um portal da espiritualidade dos Espíritos Superiores”.



União estável à luz da Doutrina Espírita

Por: Walter José de Carvalho Bezerra

Realmente não existem coincidências. No Universo, a Inteligência Suprema que a tudo e todos dirige, traça um plano individual e coletivo para toda a humanidade, em todos os planos e mundos, conhecidos e desconhecidos dos sentidos limitados dos homens de nosso planeta. Portanto, concordamos em quenão existe o "acaso". Também não acreditamos no destino da maneira como tem sido forjado pela mente humana.
Acreditamos no Amor. Acreditamos na Lei de Reprodução, Justiça, Amor e Caridade. Acreditamos que os espíritos, encarnados e desencarnados, se buscam nas multidões deste Universo fantástico e magnífico. Em "O Livro dos Espíritos", na pergunta 386, encontramos: "Podem dois seres que se conheceram e estimaram encontrar-se em outra existência corporal e reconhecer-se?" A resposta dos Espíritos Superiores dada a Allan Kardec foi: "Reconhecer-se não. Podem, porém,sentir-se atraídos um pelo outro. E, freqüentemente, diversa não é a causa de íntimas ligações fundadas em sincera afeição. Os dois seres se aproximam devido a circunstâncias aparentemente fortuitas, mas que na realidade, resultam da atração de dois Espíritos, que se buscam reciprocamente por entre a multidão" (grifos nosso) . Só que, na verdade, podem não ter se conhecido em outras existências, mas são espíritos afins ou por ideais ou por sentimentos ou por necessidades. São espíritos simpáticos. Não podemos esquecer que isto não quer dizer estarem no caminho do bem. Nossos sentimentos, objetivos e idéias podem estar distorcidos, não acompanhando a Lei Divina. Como também podemos dizer: Somos antipáticos àquele grupo. Mas isso acontece porque nossas idéias se contrapõem às deles, por já conhecermos ou recordarmos a Lei de Deus, que está gravada em nossa consciência.Também acreditamos que dois espíritos possam encarnar para um dia se encontrarem e muito se amarem. Existem, sim, conforme citado por Saulo de Tarso do CEPEAK, as uniões,provacionais, sacrificiais, afins e transcendentais. A maioria das uniões são provacionais, onde duas almas se encontram em processo de reajustamento. Daí as desarmonias, a desconfiança, os conflitos.Mas, também, entendemos que o verdadeiro casamento ou união é o casamento ou união de “almas”. Os outros são relações de amizade, ajuda mútua ou mesmo ajuste de contas. A união sacrificial é aquela em que uma alma iluminada se propõe a ajudar uma alma que se atrasou na sua jornada evolutiva. A união afim é aquela que reúne almas esclarecidas que muito se amam. As pessoas sentem como que se já tivessem se encontrado antes. E o amor é profundo, em paz e harmonia. A união transcendente é aquela de almas engrandecidas no bem que se reencontram no plano físico para grandes realizações. Não importam, nestes casos (afins e transcendência), as diferenças culturais ou sociais. Ao longo de nossa existência e trabalho na Seara Espírita e dedicação a estudos e pesquisas, seja no espiritismo experimental, filosofia ou religião, chegamos também a conclusão que, a medida em que o homem evolui do Reino Hominal para o Reino Espiritual, sem hipocrisia, como nos alerta o Prof. José Herculano Pires, e agindo de acordo com as Leis Divinas (Leis Naturais), mesmo as pessoas casando-se mais de uma vez, para o plano maior o que vale é o casamento de almas, ou seja, a combinação vibratória de dois seres (humanos) que se amam.

Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, não punirá seus filhos por muito amarem ou se reencontrarem em alguma destas novas viagens, mesmo quando as condições dos homens, na atualidade, com suas Leis Sociais adequadas apenas à sua ânsia de poder, sejam as mais adversas possíveis.

O que se condena são os excessos, a promiscuidade, as desculpas de que agora se encontrou a “alma gêmea” para se cometer abusos e enganar os incautos. O que a Doutrina Espírita, enquanto moral cristã, apregoa é a paciência, tolerância, abnegação, resignação, fraternidade, ajuda aos nossos semelhantes e em especial aos nossos parceiros de labuta diária, especialmente se temos filhos, presentes de Deus que temos sob nossa responsabilidade de educar e formar para o porvir.

Acreditamos que o matrimônio ou união estável verdadeiramente só se realiza com acerto e em virtude de mútua simpatia. Assim, com afinidade e transcendência, será uma união perfeita e inseparável, um laço forte que prenderá os casais pela eternidade afora.

Sabemos que nos tempos antigos a existência de muitos filhos era considerada uma grande riqueza. As mulheres estéreis eram, por sua vez, perseguidas. Daí Móises ter consentido na “carta de divórcio”. O Homem-Jesus objetivando coibir esse abuso procurou remediar e disse: “Eu, porém vos digo que aquele que repudiar sua mulher a não ser por motivo de adultério e casar com outra, comete adultério; assim como aquele que casar com uma mulher repudiada, também comete adultério”.

Ora, para Deus nada valem os corpos; só os Espíritos valem. Entendemos, então, que a união do homem e da mulher será então ao mesmo tempo a união de dois corpos para a reprodução, todavia determinada por poderosa e irresistível simpatia, uma aliança que se efetive para sustentação e apoio mútuos, no desempenho dos encargos da existência, dos sofrimentos e dos infortúnios, na inteligência de Faride Moutran do FEEU de Porto Alegre.

Concluímos que o matrimônio e/ou a União Estável de dois seres que se amam, realizados com amor sublime, puro e verdadeiro, com base nas grandes famílias espirituais das quais fazemos parte, será uma união indissolúvel de dois espíritos em cumprimento às palavras do Divino Mestre: “Já não são dois, mas uma só carne; não separe o homem o que Deus uniu”.

Que Deus abençoe todas as uniões realizadas com pureza d’alma, com simpatia plena, sem provocar dores e sofrimentos e, com profundo respeito aos que não continuarão conosco as jornadas ainda a serem trilhadas.

Somos, em fim, uma grande família e irmãos em Cristo, filhos do mesmo Pai, e, portanto, evitemos os ódios e rancores que provocam as separações traumatizantes, evitemos o desprezo de nossos filhos e, por fim, evitemos os desgostos dos familiares carnais, para que não construamos novos débitos na contabilidade divina.

Conclamamos todos os irmãos a agirem com equilíbrio e sabedoria na constituição de suas uniões, seja pelo matrimônio, seja àquelas denominadas estáveis, seja na manutenção das antigas uniões, seja na constituição de novas famílias, a partir de famílias pré-existentes. Mas, não olvidemos jamais que o homem está neste globo terrestre para crescer e se desenvolver espiritualmente, para ser feliz, e neste contexto a família, pelo matrimônio e/ou união estável é o pilar, o sustentáculo para evolução da humanidade.

Fontes:

  • O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec – Ed. FEB.- 109ª Edição, 1994.
  • O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Ed. IDE, 119ª Edição, 1998.
  • Curso Dinâmico de Espiritismo – O grande desconhecido – José Herculano Pires - Ed. Paidéia – 2ª Edição, 1982.
  • Bíblia Sagrada – Edição Missionária – Tradução de João Ferreira de Almeida Atualizada no Brasil, 2ª Edição, São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993.
  • Jornal do CEPEAK – MAI/JUN –2002 –Tipos de Casamento e a Sociedade Pág. 8 - Artigo de Saulo de Tarso.
  • Imitação do Evangelho – FEEU – 1ª Ed. Julho 1976 – Faride Moutran – Prefácio de Edgard Armond em 24.12.1971 e com brilhante Parecer do Prof. J. Herculano Pires, em 2.03.1972.


A chegada da deficiência

Tornar-se deficiente é algo que muda radicalmente a conduta de vida, mas não impede que se prossiga na realização dos sonhos e na busca da felicidade.

A vida é complexa, um misto de prazer e dor, mas ela também é limite, transforma-se a cada segundo. Quem escolheria, de boa vontade, ter uma deficiência física? Com certeza, nem eu ou você. Todos somos iguais neste desejo, um sentimento universal.

A chegada da deficiência física marca e liberta. É unânime o relato de que, após o acidente, as pessoas experimentam a grande fragilidade da vida, mas também a certeza da providência divina, não importando o tipo ou a forma da religião professada.

Há em muitos deficientes físicos uma predisposição espiritual de aceitar grandes desafios. Lidar com a vida sendo portador de deficiência é como passar por um portal, entrar em outra vida, como se realmente tivesse morrido e renascido. Muitas pessoas desejam ganhar um sorteio milionário, uma mudança total de suas vidas, mas nenhuma pensa em ser premiada com milhões de pequenas transformações no corpo, detalhes que, no conjunto, compõem a deficiência física.

Deus é o dono da loteria da vida, portanto, temos que confiar em sua coerência. Se ganhamos dor, sofrimento, morte ou deficiência, este, com certeza, é o nosso bilhete premiado, a única moeda que, de fato, tem algum valor no sentido de mudar nossa vida. A história da humanidade é de luta constante contra as dificuldades. Assim, nunca aceite passivamente algo contrário à sua felicidade, seja sempre o guerreiro do amor, da paz e da tranqüilidade.


UMA NOVA VIDA

Por que me tornei deficiente? Qual o sentido desta experiência em minha vida? Estas são duas perguntas-chave que não podemos ter medo de formular e responder. Além disso, não podemos nos entregar ao desânimo, temos que lutar para encontrar o sentido pessoal de vida, sem esquecer que a essência nunca muda, mas se transforma a cada segundo. A deficiência atinge somente o seu corpo, porém, sua alma é livre, plena e saudável. Temos que parar de procurar culpados em algum momento do caminho.

Certa vez, um paciente se referiu à sua vida antes da deficiência física de um jeito tão pesado e verdadeiro que, por muito tempo, fiquei chocado com a força que tinha seu humor negro. Era um jovem lutador de artes marciais. Aos 22 anos, fazia muito sucesso com as garotas de uma cidade do litoral, tinha um bom emprego e pais que lhe davam tudo. Um dia, comprou uma moto e, em sua primeira volta, caiu e quebrou o pescoço, ficando tetraplégico. De uma hora para outra, ele não conseguia mais sentir e mexer os braços e as pernas.

Recebeu um nome em uma planilha: "tetraplégico". Para ele, ainda não era nada disso, apenas estava doente, logo iria se tratar e ficar curado. O tempo passou e nada mudou. Nosso companheiro, então, vendo a mudança em sua vida, passou a contar seus casos sempre iniciando com a mesma frase: "Quando eu era vivo...". A sensação de morte, de disjunção entre o presente e o passado, é expressa de modo agressivo e direto. É um lutador, um kickboxer dando murros e socos em si próprio.


FALTA DE REFERÊNCIAS

A deficiência física surge em nossas vidas sem pedir licença, sem aviso, pega-nos desprevenidos, surpresos. Podemos ficar paralisados por muito tempo tentando assimilar o choque, sem compreendermos os motivos de tantas mudanças. Aí nos perguntamos: Por quê? Existem tantas pessoas ruins neste mundo, por que eu fui escolhido para este castigo?

É difícil o caminho do amadurecimento, é íngreme o caminho de retorno à vida. A pessoa fica deficiente e sem referências, não se sente identificada com os demais que estão na mesma situação. "Eles parecem uma raça de aleijados sorridentes e idiotas", dizia uma paraplégica de 20 anos, tentando justificar a razão de não freqüentar as associações de luta. Mas é duro constatar que também não é mais possível se identificar com as demais pessoas "normais". É como se você acordasse um dia e constatasse que tinha mudado a cor da pele. De uma hora para outra, você passa a se sentir deslocado, uma espécie de extraterrestre, um homem elefante, um monstrinho repugnante. Como pode alguém se sentir preparado para o amor após a deficiência sem um referencial interno que lhe diga quem é, quem são seus iguais?

Então, o que resta é a dor, o sofrimento por tudo que perdeu, a frustração de se sentir impotente para mudar as coisas, a culpa meio sem sentido, a amargura que teima em deixar aquele sentimento de autocompaixão em nosso íntimo. Enquanto não mudarmos essa rotina idiota de girar em torno de nossa lápide, tentando reviver nossos sonhos perdidos, não conseguiremos nos abrir para nada, muito menos para viver algum tipo de amor com alguém.

Entretanto, apesar da dor eterna, somos sobreviventes, acordamos do susto algum dia. O sol passa a ter novamente o dom de aquecer nossa alma e a lua, deixando de ser de fel, passa a nos atrair de novo para o sonho, começamos a acreditar que é possível sermos felizes mesmo que não possamos desvendar o dilema pelo resto de nossas vidas. Mantemos as cicatrizes, as seqüelas e as limitações, mas a alma se sente mais leve, mais feliz, um corpo velho-novo, um olhar antigo-renovado, uma alma que transcendeu, uma identidade completa, um rio que agora consegue seguir seu curso.

A sensação de assimilação da deficiência física em nossa vida é acompanhada pela descoberta de uma força desconhecida em nós mesmos e isto irradia pelos poros, é facilmente percebido no olhar, todo o corpo fica pleno de vitalidade. Aquele estranho fascínio que todo deficiente físico bem resolvido tem, o charme, o viço e o carisma, tudo isso vêm de uma alma em sintonia com o corpo.

A pessoa que se torna deficiente enfrenta também o problema de não poder parar para diluir suas perdas. Parar é o mesmo que paralisar, significa, em linguagem técnica, optar pela morte em vida. Começam a surgir úlceras que furam sua pele, seus pés e joelhos podem aumentar de volume e endurecer, seu intestino pode travar, pedras rasgam sua uretra e sua respiração se torna um inferno, existindo risco de pneumonia. Seus músculos flácidos e as contrações ficam insuportáveis, mas você não morre. Fica apenas em chagas, doente, deprimido, agonizante, porém, cheio de vida.

Então, sem saída, vai aprendendo a caminhar devagar, sem desistir, chorar demasiadamente, parar de se mover, pois sofre a grande "pena de vida" e luta todo santo segundo contra a paralisia. E os representantes da cura (médicos e paramédicos) devem lembrar que cada pessoa luta pela vida que conhecia, não pela que tem hoje. Esta será, por muito tempo, sua motivação, pois ela buscará se recuperar durante meses ou anos, até o limite imposto pelas novas condições do corpo.


AGIR E TER ESPERANÇA

Portanto, a primeira coisa que o deficiente físico deve fazer é parar de pensar tanto e agir, parar de se lamentar e caminhar com o pensamento, os olhos, as mãos, as rodas, com aquilo que tiver disponível. As perdas são muitas, mas sempre sobrevive o essencial, que é lembrar que se consegue pensar, sentir e desejar, que existe uma saída. Mesmo sentindo dores e um desconforto constante, a esperança nunca deve morrer. Ainda que os médicos falem para desistir, que as pessoas parem de repetir para você ter fé, não desista de seus sonhos, não tente mudar sua natureza, continue nadando contra a maré, encontre sua praia e descanse. Pense sempre que o mais importante é caminhar, mover-se, não apenas andar.

Tente controlar o medo de viver como um deficiente físico. O máximo que pode acontecer é as pessoas lhe chamarem de guerreiro, lutador. Aproxime-se intimamente daqueles que o excitam, sem medo de ouvir que você está confundindo as coisas. Pense e use tudo que aprendeu durante sua antiga vida e saiba que você jamais deixará de ser o mesmo. O corpo se transforma, a alma vivifica. Mas não adie demasiadamente a chuva de lágrimas, não tenha medo. Você irá chorar para sempre e todos precisamos de um pouco de alívio para continuar.

Este artigo foi publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 17




O PROPÓSITO DA VIDA.

Por Adercilde Araujo

O propósito da vida -Viver- é experienciarmos cada situação. É sentirmos, criarmos referências entre o certo e o errado para nós mesmos. É desenvolvermos, transformarmos, movimentarmos, crescermos e evoluirmos em todos os aspectos a cada dia.
A evolução da nossa consciência tem mostrado que os seres humanos estão em uma busca intensa por referências que os levem a criar um caminho próprio de entendimento, de crescimento e de sucesso pessoal.
A mente humana, ainda pouco explorada no que se refere ao seu potencial máximo, já começa a obter um nível de aceleramento mais evoluído, objetivo e passa a vislumbrar novas possibilidades, a quebrar conceitos congelados por muitas gerações e a renovar paradigmas que foram intocáveis por muito tempo.
Quando vivemos para aprender, buscamos, em cada experiência, informações e referências que possam criar um caminho de conduta, de atitudes e de caráter para esculpir a nossa personalidade da melhor maneira possível.
As decisões que tomamos em nosso passado são as diretrizes de quem somos e de onde estamos no momento e local presentes.
A natureza dá todos os indícios de que estamos entrando em uma nova época, mais clara, iluminada, desenvolvida e evoluída. Uma prova disso são as crianças da atualidade. Pequenas pessoas, no que se refere ao físico, mas grandes expressões de evolução quando fazemos alusão à sabedoria e à lucidez armazenadas em suas almas e mentes brilhantes.
A vitória da humanidade sobre muitos preconceitos, muitas ditaduras, estruturas rígidas e outras dificuldades de expressão que existiram, também mostra que estamos vivendo um momento especial em nossas jornadas. Um momento de liberdade.
No entanto, da liberdade de ação, de expressão e de escolhas também decorrem sérios problemas. Os seres humanos libertos nas suas expressões estão se tornando escravos de suas decisões e de seus apegos materiais. Em consequência, todas as pessoas, consciente ou inconscientemente, buscam uma referência, um caminho a seguir, uma diretriz, uma luz.
A busca por autoconhecimento está em evidência. Todos os povos e todas as raças, em todo o mundo, estão buscando por isso, mesmo que sutilmente ou de forma tímida e despretensiosa. A humanidade nos dá todos os sinais de uma mudança intensa em seu universo de princípios e valores. Afinal, já está mais do que na hora de revermos nossos conceitos.
O fato é que toda a população universal está vivendo neste planeta com um objetivo em comum: a evolução. Evoluirmos significa eliminarmos nossos aspectos negativos de conduta, de personalidade, de atitudes, de sentimentos, de crenças e de ações. Evoluirmos é melhorarmos a cada instante. Lapidarmos, a cada momento, o nosso universo interior, para que o externo possa sentir o reflexo e melhorar também.
Dessa maneira, esta época em que vivemos pode ser considerada especial, de liberdade de expressão, em que os seres humanos, além de poderem agir mais livremente, também podem se beneficiar com o universo de conquistas que vem somando ao longo da história: as tecnologias de ponta, a informação, a educação, a medicina, a era digital. Mas, o que merece uma reflexão é o seguinte: Por que a população mundial atualmente é merecedora disso? Por que, depois de guerras insanas, de injustiças cruéis, de irracionalidades traumáticas, de doenças avassaladoras, de pestes, de sofrimentos vividos na história dos nossos antepassados, somos nós os escolhidos para desfrutarmos, no presente e no futuro próximo, das conquistas arduamente obtidas na história da humanidade?
Considero essas perguntas no mínimo intrigantes, porque, sobretudo, nos instigam a questionarmos quem somos, de onde viemos, para onde vamos, por que estamos aqui e agora.
Várias estruturas religiosas do mundo estão sofrendo fortes crises, pois já não conseguem mais responder a essas perguntas. Suas estruturas amarradas, engessadas e dogmáticas não são mais capazes de suprirem anseios e questionamentos de seus adeptos que, por séculos e séculos, estiveram aprisionados a um mundo superficial e entediado de tantos paradigmas.
Não importa realmente o que seja Deus para cada uma das civilizações no mundo. Tampouco, a forma de nos conectarmos a ele. O que realmente importa é que estejamos todos conectados e condizentes com a vontade dele, que, pelo que tudo indica, deve ser de que todos evoluamos e cresçamos em todos os aspectos.
Essa questão tem o objetivo de que cada um de nós possa buscar a sua verdade interior, única, polida, essencial e capaz de falar a língua da alma, que é a essência divina contida em cada ser vivo.
Estamos estagnados por nossas decisões, que nos tornaram mais trancados e amarrados. Por isso, já é chegada a hora de nos soltarmos das armadilhas que impedem nossa mente de projetar uma realidade mais bonita e evoluída. O que não percebemos é que tudo acontece de forma natural. Tudo está impregnado em nossa alma, em nossa mente, em nosso Eu Interior que pouco acessamos no dia-a-dia.
A nossa obrigação é questionarmos as rédeas que vêm conduzindo e tocando a nossa vida. Estamos indo para a direção certa? Qual a direção que temos de seguir? Só existe um caminho: o do crescimento, do sucesso pessoal e da evolução, que é o propósito de estarmos encarnados aqui na Terra.
O que nos foge aos olhos é o fato de que temos, internamente, registrada em nossa essência, em nossa mente superior, a missão de nossa alma, ou seja, o nosso propósito maior. Todo o nosso corpo e a nossa mente foram moldados e configurados para essa missão. Como se fôssemos a continuação de tudo que já foi criado e conquistado em prol dessa evolução, e como se nossa meta agora fosse dar continuidade a isso.
E considerando essa ótica de que estamos moldados para um objetivo maior, mas ainda inconsciente, a nossa busca deve ser trazer para a consciência essa meta maior, o que tornará tudo mais fácil.
Por isso, só existe uma forma do ser humano ser plenamente feliz: é encontrando o seu caminho, o seu propósito maior ou ainda a missão de sua alma aqui na Terra. Pois, quando encontrar, todas as suas células, suas emoções, seus sentimentos e seu espírito estarão em pleno equilíbrio, já que foram projetados para isso, ou melhor, para evoluírem e para serem felizes como parte de um todo, de um universo que receberá o reflexo de seu grau máximo de energia divina obtido como um benefício para todos que aqui habitam.


A PERDA DE ENTES QUERIDOS

A dor causada pela perda dos entes amados atinge a todos nós com a mesma intensidade. É a lei da vida a que estamos sujeitos. Quando nascemos, nossa única certeza absoluta no transcorrer da vida será a de que um dia morremos.
Não costumamos pensar muito na morte, não fazendo ela parte das nossas preocupações mais imediatas. Vamos levando a vida sem pensar que um dia morremos. Mas daí vem o inesperado, e quando nos deparamos ela bate nossa porta arrebatando-nos um ente amado.
Então sentimo-nos impotentes diante dela e o pensamento de que nunca mais “o veremos” aumenta mais a dor. Dor alguma é comparável a essa. Ceifando a alegria de viver de quem fica no corpo, assinala profundamente os sentimentos de amor, deixando vigorosas marcas no campo emocional. Mesmo na vida física há separações traumáticas, longa e às vezes definitiva. Na morte, então a saudade e a vontade de ter outra vez aquele que se foi é perfeitamente natural e compreensível.
A morte, no entanto, é uma fatalidade inevitável, e todos aqueles que se encontram vivos no corpo, em momento próprio dele serão arrebatados.
Algumas pessoas sentem com maior intensidade a perda do ente amado, demorando a se recuperar da dor pela partida deste. O chamado período de luto. O período de luto é influenciado por vários fatores, dentre estes a idade, saúde, cultura, crenças religiosas, segurança financeira, vida social, antecedentes de outras perdas ou eventos traumáticos e principalmente quando a morte ocorreu repentinamente, de uma forma brusca, como acontece em desastres, acidentes ou por ato de violência. Cada um desses fatores pode aumentar ou diminuir a dor do luto.
Mas porque é tão dolorosa a perda, ou melhor, a separação de um ente amado? Justamente, porque os amamos, e porque os amamos queremos tê-los continuamente junto a nós, e isso é natural, portanto, não necessita de explicações! Vivemos em função uns dos outros, se aquele que amamos se vai... Como não sentir? A impossibilidade de se conversar, ouvir a voz, tocar no ente amado que partiu, é desvastor para aquele que ficou. Uma foto, um aroma, uma música bastam para lembrar o ente querido e a dor da sua ausência reaparece cada vez mais forte acompanhada da saudade causticante!
Diante de tão terrível e amarga dor. Aonde procurar consolo? Aonde procura respostas? O que fazer e qual a nossa atitude mais correta para sobrevivermos a ela?
Para entender a atitude dos espíritas diante da dor da perda de entes queridos, é preciso entender a visão espírita da morte!
Toda a religião espiritualista tem em comum a crença na imortalidade da alma. No entanto, o Espiritismo acrescenta e difere das demais, porque nos mostra que além de imortal, a alma após a morte mantém sua individualidade, se aperfeiçoa e evolui pela pluralidade das existências (reencarnação) e existe a comunicação entre os que se encontram no Mundo Espiritual e aqueles que se encontram no mundo material.
Diante da imortalidade da alma a morte é, pois: a destruição do corpo físico, comum a todos os seres biológicos, seja pelas transformações orgânicas, pelo desgaste à medida que nele se movimenta, ou por uma agressão violenta!
Considerando que o Espírito esta em constante crescimento e renovação, a morte é um meio de transição e não um ponto final, possibilitando assim através da reencarnação mudança de ambientes e projetos de vida! Vejamos o que diz o Livro dos Espíritos.
Questão 153:
P: Em que sentido se deve entender a vida eterna?
R: “A vida do espírito é que é eterna; a do corpo é transitória e passageira. quando o corpo morre, a alma retorna a vida eterna”

Segundo consolo que encontramos na Doutrina Espírita: possibilidade de comunicação entre os encarnados e os desencarnados!
A possibilidade da comunicação com o ser querido leva muitas pessoas a desejarem, a todo custo, uma mensagem, uma palavra que possa proprocionar-lhes a aceitação do ocorrido e que lhes minore a dor da enorme saudade que sentem
No entanto, é necessário se precaver contra a urgência desenfreada de se obter essa comunicação, principalmente quando é recente a desencarnação. Nesse caso, sabemos que ela não é impossível, mas não é recomendada porque, e isto é natural e previsível para todos os recém desencarnados, há um período de adaptação do Espírito a sua nova realidade.
Não podemos olvidar também que as condições em que se encontram os Espíritos no mundo espiritual, se dão pelo próprio espírito, ou seja, pelas escolhas, a forma como viveu enquanto encarnado, seus méritos e suas necessidades! Diante disso, a comunicação pode ser impedida ou não possível por um determinado tempo.
Em segundo, as comunicações são acompanhadas de uma necessidade e de uma utilidade! Temos que entender que o mundo espiritual não esta para nos servir a qualquer hora ou custo, para saciar desejos desenfreados, isso pode abrir portas para mistificações e ate obsessões. Por isso toda e qualquer comunicação deve ser vista com cautela e seriedade!
Então as pessoas que buscam o centro espírita com profundo desejo de receberem uma mensagem de um ente querido desencarnado, estejam avisadas de que este contato nem sempre é possível. Às vezes passam-se meses e até anos antes de obterem uma palavra ou mensagem. Nem os médiuns, nem os Espíritos estão obrigados a nos dar as respostas que queremos, mas se a Misericórdia Divina permitir, com certeza será recebida, como podemos comprovar por tantas psicografias, posteriormente publicadas em livros, recebidas por Francisco Candido Xavier, mensagens consoladoras e esperançosas para pais, filhos, amigos...
Outro consolo que a Doutrina Espírita trás, diz respeito às desencarnações de entes amados em tenra idade, jovens, filhos ceifados de um momento para outro, por meio de acidentes, violência desenfreada, doenças rápidas! Esse tipo de desencarnação geralmente causa espanto, e muita revolta para os que ficam. Mas no Evangelho Segundo Espiritismo, no capitulo V, Instruções dos Espíritos no item perda de pessoas amadas e mortes prematuras (Sansão, antigo membros da Sociedade Espírita de Paris, 1863):

Ele diz assim: “a morte prematura é quase sempre um grande beneficio que Deus concede ao que se vai. Sendo assim preservado das misérias da vida, ou das seduções que poderiam arrastá-lo à perdição. aquele que morre na flor da idade não é vitima da fatalidade, pois, deus julga que não lhe será útil permanecer maior tempo na terra.”

Ressalta-se que nos casos de morte em que não houve imprudência ou que não houve nenhuma participação do desencarnado.

E Sansão ainda nos diz:

“regozijai-vos em vez de chorar quando apraz Deus retirar um dos seus filhos deste vale de misérias. Não é egoísmo desejar que ele fique para sofrer convosco? Ah! essa dor se concebe entre os que não têm fé, e que vêem na morte a separação eterna. Mas vós espíritas, sabeis que a alma vive melhor quando livre de seu invólucro corporal. Mães sabeis que vossos filhos bem-amados estão perto de vós; sim, eles estão bem perto; seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, vossa lembrança os inebria de contentamento, mas também as vossas dores sem razão os afligem, porque revelam uma falta de fé e constituem uma revolta contra a vontade de Deus!”

Diante dessas palavras instrutivas do Espírito Sansão, podemos ver que os pensamentos, dirigidos aos entes amados desencarnados, chegam como vibrações e são percebidas e assimiladas por eles. Porque a morte nada mais é do que a destruição do corpo orgânico, mas a alma imortal segue eterna, assim como os laços de amor e afeições que os uniu aos pais, aos filhos, aos maridos, as esposas, aos amigos!
A Doutrina Espírita orienta-nos a pensar e emitir vibrações de amor, e não de dor e desespero. Vejamos o que nos revela a questão 936 do Livro dos Espíritos.

P: - Como é que as dores inconsoláveis dos que sobrevivem se refletem nos espíritos que as causam?

R: O espírito é sensível às lembranças e às saudades dos que lhes eram caros na terra; mas uma dor incessante e desarrazoada, o toca penosamente, porque nessa dor excessiva ele vê falta de fé no futuro e confiança em deus e, por conseguinte, um obstáculo ao adiantamento dos que o choram e talvez à sua reunião com ele.”

Da mesma forma os entes amados que partiram nos emitem pensamentos e vibrações de amor e de esperança. Acontece que muitas vezes, nos prendemos na dor, e não nos apercebemos da presença deles. Muitas vezes, eles têm que recorrerem às sessões mediúnicas, com a devida permissão dos seus orientadores espirituais, para pedir, que não soframos mais. Que nosso sofrimento excessivo, os fazem sofrer, que nosso apego as lembranças com dor os atingem e os afligem. Muitos ainda impossibilitados de virem se comunicar, porque ainda estão de adaptando e se recuperando, (um dos motivos que a evocação não é recomendada) solicitam aos seus mentores que mandem noticias em seus nomes, para acalmar o coração dos familiares em sofrimento. A morte não é o mergulho no nada, é apenas a mudança de estado, e que eles continuam do lado de lá, recebendo de nós, os sentimentos de amor, ou de revolta que possamos emitir.
Joanna de Angelis nos alerta quanto nossa atitude perante nossos desencarnados entes queridos, na obra Rumos Libertadores.
Ela diz assim: “não digas, ou interrogues, antes os que desencarnaram: “deixaram-me, e agora? O que será de mim?
Estes conceitos, profundamente egoístas, atestam desamor, antes do que devotamento.
Nem te entregues ao desejo de partir, também sob a falsa alegação de que não pode continuar sem eles.
Esta atitude fá-los-ás sofrer.
Poe-te no lugar deles.
Como te sentirias do lado de cá, acompanhando o ser amado que se resolvesse complicar a própria situação, justificando seres tu o responsável?
Imagina-te impossibilitado por leis soberanas de socorrer ao amor da retaguarda que, em desalinho caprichoso, chamasse e imprecasse por ti, e verificarás quanto te seria doloroso.
“Assim também eles sofrem em razão de atitude contundente, quanto se alegra em face da resignação, da saudade dulcida e das preces gentis que os afetos lhes devotam”.

Podemos tirar três lições do texto de Joanna de Angelis:
Primeira lição: nossos pensamentos emitidos os fazem sofrer ou os alegram!
Segunda lição: é não buscar evocá-los; quando ela diz: “imagina-te impossibilitado por leis soberanas de socorrer ao amor da retaguarda que, em desalinho caprichoso, chamasse e imprecasse por ti...”
Terceira lição: envolve-los em preces. O Evangelho Segundo Espiritismo traz uma coletânea de preces e fala da importância da oração pelos que acabam de deixar a terra como forma de ajudar no desligamento do Espírito, tornando seu despertar no além tumulo mais tranqüilo.
Para enfrentarmos a dor da perda de entes queridos, devemos partir primeiro da fé e confiança na imortalidade da alma; que a morte é apenas a transição de um estado para o outro, qual seja, a saída do mundo físico para a vida espiritual. Que a alma liberta do corpo segue seu curso mantendo sua individualidade, levando consigo, as experiências, os amores e os laços de família, que são ainda mais reforçados, posto que libertos do corpo os Espíritos compreendem melhor certas situações, as quais, enquanto estavam no corpo, passavam despercebidas.
A crença na vida após a morte e que a separação é passageira, traz um grande consolo no momento da partida daqueles que amamos. Lembrar os bons momentos vividos com esse ente amado, sabendo que nada acontece ao acaso e que a separação é apenas momentânea demonstrando assim fé e confiança nos desígnios de Deus e na possibilidade do reencontro.
Sabendo que a desencarnação é para, nós inevitável devemos nos preparar para ela, vivendo cada instante, uns com os outros como se fosse o ultimo; aprendendo e compartilhando conhecimentos! Amando, perdoando e servindo ao bem comum!
Cultuar a memória dos entes queridos desencarnados mediante ações de que eles se alegram, de que possam participar inspirando-nos e protegendo-nos, ou aprendendo conosco aquilo que não souberam ou não quiseram aproveitar!

Nara Cristina Goulart
narinha_goulart@hotmail.com
Bibliografia:
Livro dos Espíritos
Evangelho Segundo Espiritismo
Rumos Libertadores



Preconceito contra o Espiritismo



Ainda existe, em maior escala do que se pensa, o medo do Espiritismo. Há pouco, fomos procurados por uma pessoa que, sentindo evidentes perturbações de origem mediúnica, e tendo percorrido os consultórios de psiquiatria, vira-se obrigada a recorrer aos “recursos espirituais”, segundo dizia. Quando soube que não estava tratando com um “espiritualista”, mas com um espírita, assustou-se de tal maneira, que viu-se forçada a confessar o seu medo. “Se eu soubesse que o senhor era espírita - declarou - não o teria procurado.”


A verdade é que, apesar disso, acabou se convencendo de que o Espiritismo poderia ajudá-la, e mais tarde tornou-se espírita. Mas não foi muito fácil arrancar-lhe da mente o pavor doentio que lhe haviam infundido. Sacerdotes, pessoas da família, amigos e médicos, todos haviam contribuído para que o medo se enraizasse em sua alma. Terrível medo, que a desviava da única solução possível para o seu problema.


E o que é mais curioso, a maior contribuição para esse estado de temor foi dado por certas publicações espiritualistas, que apesar de admitirem a reencarnação e a lei de causa e efeito, condenam a mediunidade, pintando-a com as mais negras pinceladas.


O preconceito anti-espírita assemelha-se muito à prevenção contra o Cristianismo, no mundo antigo. As pessoas que temem o Espiritismo não conhecem a doutrina, dão ao termo aplicações indevidas, perdem-se num cipoal de lendas e suposições a respeito das sessões espíritas. Em geral nos acusam de endemoniados, necromantes, feiticeiros e coisas do mesmo teor, como faziam gregos e romanos com os cristãos primitivos. E essas deturpações do Espiritismo não são apenas orais, correndo entre pessoas simples. Figuram também em publicações eruditas, revistas, jornais, livros de ensaios e estudos, com signatários cultos.


Pitágoras já dizia que a Terra é a morada da opinião. E como a opinião é a coisa mais frívola que existe, a mais incerta e a mais irresponsável, não é de admirar que tanta gente opine sobre o que não conhece. Mesmo entre os letrados, a opinião é um hábito enraizado. Mas é evidente que, quando se trata de uma doutrina espiritual, esposada por tantos homens de projeção no mundo das ciências e do pensamento, em todo o mundo, as pessoas de cultura, ou mesmo de mediana cultura, deviam ter mais cautela ao se manifestarem a respeito. Porque se é livre o direito de opinar, não é menos livre o direito de se julgar o senso de responsabilidade de quem opina.


O maior motivo de temer do Espiritismo é o próprio temor. Ou seja: é a covardia humana, essa terrível covardia que faz os homens estremecerem de horror diante do perigo de mudarem de posição diante da vida e do mundo. O Espiritismo, entretanto, não exige outra mudança, senão a da concepção estreita de uma vida utilitarista e falsa, para a ampla concepção de uma vida espiritual, profunda e verdadeira.


Quanto ao problema das relações com o mundo invisível, o Espiritismo não estabelece essas ligações, que existem na vida de todas as criaturas, mas apenas as explica e orienta, dando-lhes o verdadeiro sentido no processo da existência.


Temer o Espiritismo é temer a verdade, que os seus princípios nos revelam, apesar de todos os que lutam para deturpá-los.


Do livro “O Homem Novo” - Herculano Pires


* * *

De todas as forças que oprimem o Espiritismo, a que mais o tem prejudicado é a “força do preconceito”. (...) A força do preconceito, para muitos, tem mais poder que a verdade. É este um dos motivos que impede a marcha ascensional do Espiritismo entre nós. (Cairbar Schutel, no livro “Os Fatos Espíritas e as Forças X” - 1926)

Fonte: http://espiritananet.blogspot.com




UM SORRISO




Procure ser agradável em tudo o que tiver de fazer...
A maneira com que você se apresenta, na intimidade da sua família ou em público, significa muito para o bem que você deve praticar...
Que seja sempre suave a sua fisionomia, transmita sempre a paz onde aparecer...
Mostre sempre um sorriso que cause aos outros a impressão de que, apesar de viver entre problemas, você é capaz de demonstrar essa bondade que só existe nos bons e nos que só pensam em praticar o bem...
Faça do seu rosto o espelho da sua alma...

Divaldo Pereira Franco
Ditado por Joanna D'Angelis

http://www.luzespirita.com/subpag/mensagens.htm




Reflexões sobre a calúnia


Ninguém passa pela jornada terrestre sem experimentar o cerco da ignorância e da imperfeição humana.

Considerado como planeta-escola, o mundo físico é abençoado reduto de aprendizagem, no qual são exercitados os valores que dignificam, em detrimento das heranças ancestrais que assinalam o passado de todas as criaturas, no seu penoso processo de aquisição da consciência.

Herdando as experiências transatas nos seus conteúdos bons e maus, por um largo período predominam aqueles de natureza primitiva, por estarem mais fixados nos painéis dos hábitos morais, mantendo os instintos agressivos-defensivos que se vão transformando em emoções, prioritamente egoicas, em contínuos conflitos com o Si-mesmo e com todos aqueles que fazem parte do grupo social onde se movimentam. Inevitalmente, as imposições inferiores são muito mais fortes do que aquelas que proporcionam a ascensão espiritual, liberando o orgulho, a inveja, o ressentimento, a agressividade, o despotismo, a perseguição, a mentira, a calúnia e outros perversos comportamentos que defluem do ego atormentado.

Toda vez, quando o indivíduo se sente ameaçado na sua fortaleza de egotismo pelos valores dignificantes do próximo, é dominado pela inveja e investe furibundo, atacando aquele que supõe seu adversário.

Porque ainda se compraz na situação deplorável em que se estorcega, não deseja permitir que outros rompam as barreiras que imobilizam as emoções dignas e os esforços de desenvolvimento espiritual, assacando calúnias contra o inimigo, gerando dificuldades ao seu trabalho, criando desentendimentos em sua volta, produzindo campanhas difamatórias, em mecanismos de preservação da própria inferioridade.

Recusando-se, consciente ou inconscientemente, a crescer e igualar-se àqueles que estão conquistando os tesouros do discernimento, da verdade, do bem, transforma-se, na ociosidade mental e moral em que permanece, em seu cruel perseguidor, não lhe dando trégua e retroalimentando-se com a própria insânia.

Torna-se revel e não aceita esclarecimento, não admitindo que outrem se encontre em melhor situação emocional do que ele, que se autovaloriza e se autopromove, comprazendo-se em persegui-lo e em malsiná-lo.

Ninguém consegue realizar algo de enobrecido e dignificante na Terra sem sofrer-lhe a sanha, liberando a inveja e o ciúme que experimenta quando confrontado com as pessoas ricas de amor e de bondade, de conhecimentos e de realizações edificantes.

A calúnia é a arma poderosa de que se utilizam esses enfermos da alma, que a esgrimem de maneira covarde para tisnar a reputação do seu próximo, a quem não conseguem equiparar-se, optando pelo seu rebaixamento, quando seria muito mais fácil a própria ascensão no rumo da felicidade.

A calúnia, desse modo, é instrumento perverso que a crueldade dissemina com um sorriso e certo ar de vitória, valendo-se das imperfeições de outros cômpares que a ampliam, sombreando a estrada dos conquistadores do futuro.

Nada obstante, a calúnia é também uma névoa que o sol da verdade dilui, não conseguindo ir além da sombra que dificulta a marcha e das acusações aleivosas que afligem a quem lhe ofereça consideração e perca tempo em contestá-la.

* * *

Nunca te permitas afligir, quando tomes conhecimento das acusações mentirosas que se divulgam a teu respeito, assim como de tudo quanto fazes.

Evita envenenar-te com os seus conteúdos doentios, não reservando espaço mental ou emocional para que se te fixem, levando-te a reflexões e análises que atormentam pela sua injustiça e maldade.

Se alguém tem algo contra ti, que se te acerque e exponha, caso seja honesto.

Se cometeste algum erro ou equívoco que te coloque em situação penosa e outrem o percebe, sendo uma pessoa digna, que se dirija diretamente a ti, solicitando esclarecimentos ou oferecendo ajuda, a fim de que demonstre a lisura do seu comportamento.

Se ages de maneira incorreta em relação a outrem e esse experimenta mal-estar e desagrado, tratando-se de alguém responsável, que te procure e mantenha um diálogo esclarecedor.

Quando, porém, surgem na imprensa ou nas correspondências, nas comunicações verbais ou nos veículos da mídia, acusações graves contra ti,sem que antes haja havido a possibilidade de um esclarecimento de tua parte, permanece tranquilo, porque esse adversário não deseja informações cabíveis, mas mantém o interesse subalterno de projetar a própria imagem, utilizando-se de ti...

Quando consultado pelos iracundos donos da verdade e policiais da conduta alheia com a arrogância com que se comportam, exigindo-te defesas e testemunhos, não lhes dês importância, porque o valor que se atribuem, somente eles mesmos se permitem...

Não vives a soldo de ninguém e o teu é o trabalho de iluminação de consciências, de desenvolvimento intelecto-moral, de fraternidade e de amor em nome de Jesus, não te encontrando sob o comando de quem quer que seja. Em razão disso, faculta-te a liberdade de agir e de pensar conforme te aprouver, sem solicitar licença ou permissão de outrem.

Desde que o teu labor não agride a sociedade, não fere a ninguém, antes, pelo contrário, é de socorro a todos quantos padecem carência, continua sem temor nem sofrimento na realização daquilo que consideras importante para a tua existência.

Desmente a calúnia mediante os atos de bondade e de perseverança no ideal superior do Bem.

Somente acreditam em maledicências, aqueles que se alimentam da fantasia e da mentira.

Alegra-te, de certo modo, porque te encontras sob a alça-de-mira dos contumazes inimigos do progresso

Todos aqueles que edificaram a sociedade sob qualquer ângulo examinado, padeceram a crueza desses Espíritos infelizes, invejosos e insensatos.

Criando leis absurdas para aplicarem-nas contra os outros, estabelecendo dogmas e sistemas de dominação, programando condutas arbitrárias e organizando tribunais perversos, esses instrumentos do mal, telementalizados pelas forças tiranizantes da erraticidade inferior, tornaram-se em todas as épocas inimigos do progresso, da fraternidade que odeiam, do amor contra o qual vivem armados...

Apiada-te, portanto, de todo aquele que se transforme em teu algoz, que te crie embaraços às realizações edificantes com Jesus, que gere ciúmes e cizânia em referência às tuas atividades, orando por eles e envolvendo-te na lã do Cordeiro de Deus, sedo compassivo e misericordioso, nunca revidando-lhes mal por mal, nem acusação por acusação...

A força do ideal que abraças, dar-te-á coragem e valor para o prosseguimento do serviço a que te dedicas, e quanto mais ferido, mais caluniado, certamente mais convicto da excelência dos teus propósitos, da tua vinculação com o Sumo Bem.

* * *

Como puderam, aqueles que conviveram com Jesus, recusar-Lhe o apoio, a misericórdia, a orientação?

Após receberem ajuda para as mazelas que os martirizavam, como é possível compreender que, dentre dez leprosos, somente um voltou para agradecer-Lhe?

Como foi possível a Pedro, que era Seu amigo, que O recebia no seu lar, que convivia em intimidade com Ele, negá-lO, não uma vez, mas três vezes sucessivas?!

...E Judas, que O amava, vendê-lO e beijá-lO a fim de que fosse identificado pelos Seus inimigos naquela noite de horror?!

Sucede que o véu da carne obnubila o discernimento mesmo em alguns Espíritos nobres, e as injunções sociais, culturais, emocionais, neles produzem atitudes desconcertantes, em antagonismos terríveis às convicções mantidas na mente e no coração.

Todos os seres humanos são frágeis e podem tornar-se vítimas de situações penosas.

Assim, não julgues a ninguém, entregando-te em totalidade Àquele que nunca Se enganou, jamais tergiversou, e deu-Se em absoluta renúncia do ego, para demonstrar que é o Caminho da Verdade e da Vida.


Joanna de Angelis.



Mensagem psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco,na manhã de 29 de outubro de 2010, na Mansão do Caminho, em Salvador, Bahia


Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco




Ressentimento...



Você já recebeu alguma mágoa de alguém que tem estima?... Da pessoa que te
ensina?... De quem partilha seu Lar?... Talvez de algum vizinho?... Quem
sabe, de seus superiores no trabalho?... De um cliente?... De colegas
do dia a dia?...

Talvez ocorra um ‘desapontamento’ quando isso acontece...

Sentir-se assim pode ser compreensível por um momento diante de algo inesperado;
porém, se este sentimento de decepção permanece te acompanhando, passa a
existir o ressentimento.

Mas que sentido tem usar a mente para sentir novamente decepções?

Isso apenas nos torna presos ao passado, fazendo com que sejamos uma eterna
vítima de alguém que nem mesmo está tentando nos prejudicar mais...

Seria ressentir a dor que só existe em nossa memória.

E no fim, o mais prejudicado no ressentimento somos nós mesmos...

Desperdiçamos
momentos únicos das nossas vinte e quatro horas para relembrar
circunstâncias onde alguém nos feriu há décadas atrás...

Não caia na armadilha do ressentimento...

Viva o momento que estiver vivendo.

Existe momentos de tristezas, decepções, erros, etc.

Mas; quando a circunstância passar, viva o momento seguinte, sem ficar preso ao passado.

Isso inclui os ressentimentos contra aquela pessoa que você encontra no espelho...

O que ela tiver feito de errado, ontem ou há 30 anos, deve ser simplesmente transformado.

E, se mesmo com toda a lógica do mundo você ainda estiver sentindo essa
dor em relação a alguém, lembre-se do que disse William Shakespeare:

"Guardar ressentimento é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra...".


Por: Antônia Espírita na fé em JESUS

(Publicado no Orkut)




A ESCOLHA DAS PROVAS


(...) “a cada um segundo suas obras”. Mt16:27

Quantas vezes já nos perguntamos coisas do tipo “porque esta é a minha família?”; “por que fui nascer pobre?”; “por que sou tão infeliz?” ou até afirmamos que “não pedi pra nascer”; “não mereço esta vida” e “não tenho culpa de nada”?

Inúmeras vezes proferimos estas pérolas, sem, contudo, lembrar que, antes dessa reencarnação NÓS ESCOLHEMOS O GÊNERO, O NÚMERO E O GRAU das provas que vamos precisar passar na Terra sim.

Quem afirma isso é a Doutrina Espírita, com muita propriedade e embasamento filosófico e religioso.

Se sabemos que Deus é a Soberana Justiça e Bondade infinita, temos consciência de que Ele não escolheria nossas provações aleatoriamente, como se fosse um de nós - homem terreno cheio de paixões e preferências. Se assim fosse, ficaríamos à mercê desse Deus tão caprichoso e injusto. O fato é que Ele nos dá o sagrado direito de escolher se queremos a porta estreita ou a porta larga e o também sagrado dever de arcar com as conseqüências desses atos, sejam bons ou maus. Esta é a lei de Ação e reação.

Antes de mergulharmos na carne para nova “aventura” terrestre, fazemos um longo e organizado planejamento reencarnatório, com a ajuda dos bons Espíritos que colaboram na obra de Deus. E aí escolhemos se tal família, que, mesmo extremamente problemática, é a mais adequada para o nosso crescimento íntimo, pois nela estarão as pessoas com as quais precisamos fazer as pazes. Também escolhemos uma doença terrível como um câncer linfático, pois, em vidas passadas lesamos nosso corpo com toda sorte de abusos físicos e através da doença, estaremos drenando estas imperfeições para sairmos vitoriosos de uma existência mais profícua.

Se para alguns, que ainda por rebeldia seja difícil aceitar a justiça de Deus, talvez porque ela nem sempre nos agrada, dado o tamanho do nosso egoísmo, para outros este conhecimento já dissipa uma nuvem de dúvidas e porquês. Além de ser altamente consolador saber que aquilo que plantarmos é o que colheremos.

Artigo gentilmente cedido por
ANA DULCE PAMPLONA FRADE MADEIRA
Oradora, articulista e dirigente espírita.
Centro Espírita Bezerra de Menezes - Arcos - MG



Oração aos Bons Espíritos.

Bons Espíritos, guiem minhas orações, para que sejam ouvidas. Que minhas orações expressem meu amor por Deus e Jesus que tenham força e poder para modificar as circunstâncias ruins e semear o bem no mundo e minha elevação moral.

Meu Anjo da Guarda, eu o saúdo! Você me acompanha desde o dia de meu nascimento, ou talvez desde antes mesmo de eu Ter esta forma física. Eu te amo, por tua constância e o tempo que dedica a mim. Eu lhe agradeço, porque sua vida só tem uma meta: Serviço. Eu o abençôo, porque é parte do poder de Deus, expressão de Seu Amor. Divino aliado, faça com que eu possa compreender que nunca estou sozinho. Que eu vença a tristeza, o mau humor, a depressão, com a simples invocação da sua presença. Que eu possa superar meus medos, confiando em seu amparo. Que eu elimine os sentimentos negativos, sabendo que você está sempre do meu lado para me apoiar quando desperto meu desejo para o bem. Permita que eu olhe sua face para esquecer o passado, confiar no futuro e, por um momento, viver meu presente, esse eterno “agora” que é a forma humana de abordar o infinito.
Invisível companheiro, que eu seja capaz de sentir sua presença na minha vida – para compreendê-lo e amá-lo cada dia mais e me inspire a Humildade.

Espíritos do Bem! Quero que estimulem meu sentimento de amor à raça humana! Que eu possa ver em cada ser humano, rico ou pobre, homem ou mulher, jovem ou velho, a divina chama espiritual. Que o amor seja minha arma e meu escudo na luta do mundo.
Que os mensageiros do Amor gerem uma força renovadora em mim. Que eu possa superar os complexos de culpa, os medos, a insegurança, e compreender que o amor de Deus é o maior poder do mundo.

Bons Espíritos, espalhem amor entre minha família, meus amigos e meus inimigos. Que o amor divino brote no meu coração para que eu possa abençoar os que me rodeiam em cada instante de minha vida.
Que o amor flua hoje de meu coração, de minhas mãos e de meus pés. Que se expresse nas minhas palavras, nas minhas obras e no meu caminho. Que os Bons Espíritos me acompanhem na jornada terrestre para criar um círculo de bons fluídos em meu redor.
Consagro meu ser a serviço do Amor, Caridade e Bem ao Próximo. Só o amor compreende, cura e eleva. Que os divinos Mensageiros de Deus me façam mergulhar no sentimento de união!

Hoje não critico, não condeno, não julgo, não reclamo, fico em paz espiritual e projeto uma Energia de Paz e Amor ao Mundo. Todos aqueles que entram em contato comigo percebem a minha paz e minha força e o meu Amor.
Espíritos Superiores, rodeiem-me para que minha mente se torne pacífica e elevem meus pensamentos para o bem. Que meus conflitos sejam resolvidos. Que a guerra mental cesse! Que meu mundo interior se estruture na perfeita harmonia. Tenho confiança no poder de Deus, que chega até mim por intermédio dos bons Espíritos. Que a paz, que transcende toda a compreensão, seja uma dádiva do céu e que minha vida tenha a paz como eixo e o Amor como meta.
Paz para todos os homens de boa vontade. Paz para o mundo. Que a paz penetre em todos os cantos da mente humana e que manifeste todo o seu poder criativo, para o bem estar e a evolução da humanidade.

Espíritos Protetores que se interessam por mim, estou feliz com minha vida, com as pessoas que me rodeiam, com os acontecimentos de meus dias. Peço que este sentimento que experimenta minha alma permaneça dentro de mim como um fogo invisível. Agradeço, Divinos Mensageiros, por levarem ao Senhor duas palavras: Muito Obrigado!

Faço louvores ao Senhor, elogio os bons Espíritos que me ajudam. Agora estou livre de problemas. Recebi um importante ensinamento e estou disposto a ver o mundo com novos olhos. Obrigado pelas bênçãos que recebi.

Graças a Deus.


Fonte: O Mensageiro

juliancezare.wordpress.com



AS MÃES DE CHICO XAVIER


As Mães de Chico Xavier é o novo longa metragem que estará nos cinemas a partir de primeiro de abril de 2011. Nelson Xavier faz novamente o papel do médium mineiro, mas a trama se desenvolve em torno de algumas mães que perderam seus filhos e o procuram em busca de informações. Baseado em fatos reais, o filme tem tudo para ser um novo sucesso de bilheteria, dado o interesse que o Espiritismo tem despertado na população brasileira e na qualidade da produção.

Trailer do Filme "As Mães de Chico Xavier"

O CARNAVAL NA VISÃO ESPÍRITA


Para se entender o carnaval e outras festas populares, é necessário lembrar que a Terra ocupa o segundo lugar na escala evolutiva enquanto um planeta de provas e expiações. Aqui, e em mundos semelhantes, encarnam espíritos recém saídos da barbárie, dando os primeiros passos na sua história evolutiva e esses espíritos trazem consigo um grupo de sensações ou pulsões que precisam ser extravasadas para que não se voltem contra a sociedade em que encarnaram. Não foi a toa que Freud nos defendeu a tese de que a cultura nasce da repressão. Em verdade, estamos encarnados para reprimirmos as más tendências e adquirir elementos espirituais positivos como o amor, a solidariedade, o respeito ao próximo e as diferenças, em uma palavra, desenvolver as faculdades positivas do espírito.

A festa é o momento em que o espírito tem a oportunidade de pôr para fora, não necessariamente, o que ele tem de pior mas as suas emoções mais profundas. Como somos espíritos altamente imperfeitos as nossas festas quase sempre explicitam emoções do tipo primário. Nos tempos da Grécia antiga, as bacanais, festas dedicadas ao deus Dioniso ou Baco tornaram-se tão perigosas para o equilíbrio da polis (cidade) que teve de ser transformada em teatro como uma forma de "domesticação" do conteúdo nocivo da alma humana. A Festa do deus Líber em Roma; a Festa dos Asnos que acontecia na igreja de Ruan no dia de Natal e na cidade de Beauvais no dia 14 de janeiro entre outras inúmeras festas populares em todo o mundo e em todos tempos, têm esta mesma função.

O carnaval é uma dessas festas que costuma ser chamada de folia que vem do francês folle que significa loucura ou extravagância sem que tenha existido perda da razão. No caso do carnaval a palavra significa desvio, anormalidade, fantasia descontração ou mesmo alegria. Assim, a festa carnavalesca é o momento em que o espírito humano pode extrojetar o que há de mais profundo de mais primitivo em si mesmo. O poeta Vinicius de Morais deixou isto muito claro ao dizer: " Tristeza não tem fim, felicidade sim / A felicidade parece a grande ilusão do carnaval/ ? a gente trabalha um ano inteiro / por um momento de sonho/ pra fazer a fantasia de rei ou de pirara ou jardineira / Pra tudo se acabar na quarta-feira."

Qual a posição do espírita ante o carnaval? Sem querer ditar normas, apenas dando a minha opinião, o espírita, em primeiro lugar, deve compreender o carnaval; não ser muito severo, não ter medo dele por acreditá-lo uma expressão do mal e do diabólico da alma humana; não fugir dele por medo de sua sedução. Não deve, como fazem algumas religiões criar blocos ou escolas-de-samba para brincar um carnaval cristão. Pode ser um observador comedido, se gosta da festa, ir ao sambódromo ou às ruas para ver os foliões e, se não gosta, pode aproveitar o feriadão para descansar, meditar ou estudar espiritismo sozinho ou em conjunto; em resumo seguir o conselho de Paulo: "Viver no Mundo sem ser do mundo."

Por José Carlos Leal

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(PARTE DO TEXTO)
Fonte: Revista Visão Espírita.

“Atrás do trio elétrico só não vai que já morreu...”. – Caetano Veloso
“Atrás do trio elétrico também vai quem já “morreu”...”.

Ao contrário do que reza o frevo de Caetano Veloso, não são somente os “vivos”
que formam a multidão de foliões que se aglomera nas ruas das grandes cidades brasileiras ou de outras plagas onde se comemore o Carnaval.

O Espiritismo nos esclarece que estamos o tempo todo em companhia de uma
inumerável legião de seres invisíveis, recebendo deles boas e más influências a
depender da faixa de sintonia em que nos encontremos. Essa massa de espíritos
cresce sobremaneira nos dias de realização de festas pagãs, como é o Carnaval.

Nessas ocasiões, como grande parte das pessoas se dá aos exageros de toda
sorte, as influências nefastas se intensificam e muitos dos encarnados se deixam
dominar por espíritos maléficos, ocasionando os tristes casos de violência criminosa,
como os homicídios e suicídios, além dos desvarios sexuais que levam à paternidade
e maternidade irresponsáveis. Se antes de compor sua famosa canção o filho de
Dona Canô tivesse conhecido o livro “Nas Fronteiras da Loucura”, ditado ao médium Divaldo Pereira Franco pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, talvez fizesse
uma letra diferente e, sensível como o poeta que é, cuidaria de exortar os foliões
“pipoca” e aqueles que engrossam os blocos a cada ano contra os excessos de
toda ordem. Mas como o tempo é o senhor de todo entendimento, hoje Caetano é
um dos muitos artistas que pregam a paz no Carnaval, denunciando, do alto do trio elétrico, as manifestações de violência que consegue flagrar na multidão.

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o-carnaval-na-visao-espirita/#ixzz1F5Z3AtlZ

Superando a Perda de Entes Queridos



Perder um ente querido significa um dos momentos mais difíceis da existência humana. A dor da separação daqueles que amamos pode ser definida de inúmeras formas. Alguns a descrevem como uma dor no coração indescritível, outros dizem sentir uma sensação de vazio como se a alma estivesse despedaçada, há aqueles também que custam a querer acreditar no que aconteceu. O fato é que a dor da perda não pode ser evitada, mas a maneira de encarar a situação e a compreensão de que a morte não existe pode ajudar as pessoas a passarem por este momento doloroso.
A crença na vida após a morte e que a separação é passageira, diante da eternidade, traz um grande consolo no momento da partida daqueles que amamos. Outro aspecto importante que a Doutrina Espírita ensina é que o desespero e a revolta diante desta perda podem prejudicar aqueles que partiram. A questão 936 de O Livro dos Espíritos diz: “Uma dor incessante e desarrazoada o toca penosamente, porque, nessa dor excessiva, ele vê falta de fé no futuro e de confiança em Deus e, por conseguinte, um obstáculo ao adiantamento dos que o choram e talvez à sua reunião com estes”.
O Espiritismo também recomenda a prece pelos entes queridos que partiram, para que seus corações possam se sentir aliviados. O Evangelho Segundo o Espiritismo traz uma coletânea de preces e fala da importância da oração pelos que acabam de deixar a Terra como forma de ajudar no desligamento do espírito, tornando seu despertar no Além mais tranqüilo e breve. “Vós que compreendeis a vida espiritual, escutais as pulsações de vosso coração chamando esses entes bem-amados, e se pedirdes a Deus para os abençoar, sentireis em vós essas poderosas consolações que secam as lágrimas, essas aspirações maravilhosas que vos mostrarão o futuro prometido pelo soberano Senhor”.
Além da busca do consolo espiritual é preciso aprender a lidar com a perda do ente querido. Para compreendermos melhor como trabalhar interiormente esse momento tão difícil e doloroso, entrevistamos a psicóloga Kátia Flock, que é vice-presidente da ABRAPE (Associação Brasileira de Psicólogos Espíritas) e apresentadora dos programas Alquimia da Mente e Despertar para a Vida, na Rede Boa Nova de Rádio.

Como você, psicóloga e espírita, analisa a questão da perda de entes queridos? Acredito que o indivíduo que tem conhecimento da existência da vida após a morte aprende a lidar muito melhor com a questão da perda de entes queridos, porque tem uma concepção diferente dos demais, sabe que a perda é apenas física e transitória. Então, quando a pessoa passa por essa situação, muitas vezes de uma forma inesperada ou brutal e tem a crença nos valores espirituais, consegue viver esse período de luto com maiores condições de enfrentar o distanciamento.

Quer dizer, então, que a pessoa que possui fé e crença na vida após a morte lida melhor com a separação?
A pessoa que crê na existência da vida após a morte e passa pela dor da perda de um ente querido, lida melhor psicologicamente e emocionalmente com a morte. O individuo que não tem essa concepção da existência espiritual, acaba vivendo esse distanciamento de uma maneira pior e de forma conflituosa, por não acreditar na possibilidade de reencontrar a pessoa que partiu.
Com a dor da perda, o psiquismo sofre muitos danos e se existir uma ligação muito forte entre esses, a pessoa acaba vivendo com um grande drama. Muitas, até, não conseguem se curar quando perdem seus entes queridos; continuam sofrendo muitos anos com a mesma dor.

Além do aspecto espiritual, como podemos trabalhar psicologicamente a dor da perda?
Nós temos que analisar o que é a perda. Ela significa não podermos mais compartilhar com aquele indivíduo que é muito importante em nossa vida. Todos nós temos pessoas importantes em nossas vidas, mas se estivermos mais preparados e desenvolvermos o
autoconhecimento, aprenderemos a trabalhar melhor com os momentos difíceis. Muitas vezes existe uma dependência emocional muito grande entre elas e a perda parece brutal, até mesmo, desesperadora. Então, uma forma de lidar melhor com essas situações é a busca da psicoterapia. Por intermédio do tratamento, acaba entrando em contato com suas potencialidades internas e desenvolvendo a auto-estima, pois em geral, as pessoas muito dependentes das outras são pessoas que não confiam em si mesmas.
O autoconhecimento é uma ajuda para tudo na vida do ser humano, porque as perdas, as dificuldades e as frustrações existem e vão existir sempre. Mas a pessoa aprende, dessa maneira, a ter subsídios emocionais e afetivos suficientes para enfrentar as perdas em geral; aprende a canalizar o seu amor também para outras pessoas.

Desabafar sobre os problemas pode ajudar?
Sim. Falar, expressar seus sentimentos pode ajudar muito, mas apenas isso não resolve totalmente a questão. O tempo também ajuda a pessoa a enfrentar a situação.
É importante que aconteça a comunicação, porque o indivíduo muitas vezes acaba entrando em um estado de isolamento e se distanciar não é a maneira mais adequada de solucionar o problema. Negar, jamais deve ser o caminho de resolução de uma questão, e evitar falar é fugir.

A dor da perda leva muitas pessoas para os consultórios dos psicólogos?
O ser humano não foi criado para viver a dor, foi criado para viver o prazer, e desde criança aprendemos a lidar com a vida cheia de prazeres. Por isso que muitas vezes vemos os jovens com grandes frustrações e decepções, buscando até as drogas para fugir, exatamente porque não foram educados para vencer as dificuldades.
A maioria dessas pessoas que procuram os consultórios chegam em grande dor, até mesmo em desespero. E a dor se simboliza através de uma depressão, onde a pessoa não quer viver mais já que perdeu um ente querido. Nós chamamos esse período de depressão por luto. E através das sessões terapêuticas a pessoa vai percebendo que a grande dor dela foi de não querer aceitar que ela consegue viver sozinha; não acreditava até então que poderia viver sem aquela pessoa e vai começar a compreender que pode.

Para encerar, deixe uma mensagem.
O importante é perceber os bons momentos que vivemos com esse ente querido. Além disso, tentar entender que nada acontece ao acaso, tudo tem uma finalidade e se a separação ocorre, ela causa um grande impacto, mas temos que guardar um bom sentimento e sabermos que a caminhada foi importante enquanto estivemos juntos e que a separação não é o fim. Existe a possibilidade do reencontro.
Nós aprenderemos a lidar melhor com essa separação se tivermos a certeza de que ela é transitória. Todos nós partiremos um dia para o plano espiritual. Lidar com a morte não é nada fácil, porque é conviver com a perda. O enfrentamento vem a partir do momento em que tentamos aproveitar a presença de nossos entes queridos enquanto estão conosco, demonstrando carinho e amor, para quando partirem, não sofrermos tanto. Mas o que resta quando esse ente desencarna é lembrar desses bons momentos e ter a certeza de que a perda não é permanente, é apenas transitória. É um período de afastamento.
A pessoa deve tentar levar sua vida adiante, porque quando ficamos presos demais à perda, no futuro acabamos tomando conhecimento de que não vivemos a própria vida e sim, a vida do outro.
A pessoa que sofre a dor da perda de um ente querido não deve depender emocionalmente de uma mensagem psicografada. Apesar de muitas vezes servir como consolo, a pessoa precisa criar forças em seu próprio mundo interior.


Participando de grupos de apoio

A pessoa deve tentar levar sua vida adiante, porque quando ficamos presos demais à perda, no futuro acabamos tomando conhecimento de que não vivemos a própria vida e sim vida e sim, a vida do outro.
Segundo os depoimentos que ouvimos de muitas pessoas que perderam seus entes queridos, desabafar sobre o assunto é muito importante. “É como se tivéssemos nosso ente querido perto de nós novamente por alguns instantes”, nos relatou um dos entrevistados.
Existem alguns centros espíritas que oferecem esse tipo de apoio a esses familiares. Entramos em contato com dois deles. O centro espírita A Caminho da Luz, no bairro da Água Rasa, em São Paulo, mantém um grupo que recebe o nome Gotas de Amor, voltado aos pais que perderam seus filhos. O grupo se reúne para a leitura do Evangelho, passes, apoio às mães e psicografia. As voluntárias também orientam as gestantes e auxiliam na confecção de enxovais.
Outro local que possui um atendimento voltado às pessoas que perderam seus entes queridos é o centro espírita Perseverança, no bairro Santa Clara, zona leste de São Paulo. Entrevistamos Vilma Faria, coordenadora do grupo. O trabalho consiste em palestras e passes, depoimentos de pessoas que já vivenciaram a mesma dor, sessões de psicografia e auxílio nas obras sociais da casa. Vilma nos relatou, também, que perdeu seu filho há 25 anos, e como é ajudar outras mães que estão passando pela mesma situação. “Eu me encontrei na Doutrina Espírita e aprendi a olhar mais para a dor dos outros”, relata.
Seu filho, Moacyr Júnior, desencarnou em um acidente de moto aos 17 anos. Depois da perda ela passou a freqüentar o centro espírita Perseverança e lá recebeu diversas psicografias. Algumas dessas mensagens constam em livros como Motoqueiros do Além e Vozes da Outra Margem. Passou também a freqüentar o grupo de mães e hoje, como coordenadora, diz que tenta passar tudo aquilo que aprendeu para outras pessoas que estão passando pela dor. “Acima de tudo, devemos amar a Deus e jamais devemos nos entregar ao desespero. É através da vontade de servir a Jesus e ao próximo que aprendemos a sobreviver, apesar da dor, e muitas vezes não é preciso ir longe para isso; pode haver alguém de nossa família precisando de nossa ajuda”, reflete Vilma.

VIRTUDES E VÍCIOS

Leda Maria Flaborea

Na questão 909 do LE, Kardec pergunta se o homem poderia sempre vencer suas más tendências pelos seus esforços.

Os Espíritos Benfeitores respondem que "Sim, e algumas vezes por fracos esforços. É a vontade que lhes falta" ; e encerram a resposta com o seguinte comentário: "Quão poucos dentre vós fazem esforços".

Sabemos o que é virtude e o que é vício, mas como saber se estamos sendo virtuosos?

Dispomos de alguns recursos que nos permitem esta avaliação. Dispomos da razão, da inteligência e do livre-arbítrio e, ligada a essa condição de escolha, temos a vontade. Associada a esses fatores contamos ainda com a fé raciocinada que é a compreensão do nosso dever moral em relação a Deus e a nós mesmos.

Todavia, se temos a consciência de nossa inferioridade espiritual, como identificá-la? Duas atitudes priorizam essa identificação: o apego demasiado às coisas materiais e o interesse pessoal, frutos do mesmo sentimento de egoísmo que norteia os objetivos que perseguimos em cada existência na matéria.

O mundo é regulado por leis divinas que estabelecem limites em função das nossas necessidades. Assim, em qualquer aprendizado que o homem realize, seja em um ofício, na arte ou mesmo no exercício de um poder qualquer, ele acaba criando mais prejuízo a si próprio do que aos outros, pois não consegue ou não sabe distinguir o uso do abuso (excessos), gerando perturbações danosas ao seu organismo e ao seu psiquismo.

Podemos ter alguns exemplos:

Na alimentação - que, de uma necessidade que nos dá prazer, pelo excesso se transforma em "prazeres da mesa" - o homem passa a viver para comer o que leva à enfermidade e à morte.

Na recreação - que, necessária ao Espírito como fonte de higiene mental pode ser transformada, pelo excesso, em sedução pela emoção (de qualquer tipo), pelo lucro fácil, o que leva, inevitavelmente, ao vício do jogo.

E o que dizer da necessidade de afeto e de carinho que todo ser humano tem?

A necessidade de dar e receber afeição que deve ser compartilhada com a família, os amigos e os semelhantes, pelo excesso, concentra-se em uma só pessoa transformando-a em "objeto de amor", levando ao desequilíbrio espiritual quando de sua perda (golpe danoso).

Ainda mais um exemplo pode ser dado se nos lembrarmos da necessidade de auto-afirmação. Todos nós precisamos de projetos que nos levem ao sucesso pessoal, seja no campo social ou profissional. Todavia, quando transformamos essa idéia em um processo obsessivo, quase sempre nos esquecemos dos demais projetos de vida, tão importantes quanto esse e não enxergamos mais nada ao nosso redor. Dessa maneira chegaremos ao monoideísmo ( idéia fixa ) que certamente trará imensos prejuízos ao nosso equilíbrio psíquico.

Kardec pergunta aos Orientadores Espirituais se essas paixões são irresistíveis e eles respondem que não. Acrescentam, nos alertando, que algumas pessoas dizem querer resistir, mas falta-lhes a vontade real e seus Espíritos, pelas suas condições inferiores, se comprazem nessa situação; e que aquele que procura reprimi-los, realmente, já compreende a natureza espiritual e isso é um triunfo do Espírito sobre a matéria.

A melhor maneira de resistir ao mal é, portanto, conhecendo-se. E como fazê-lo?

O exame de nossas reações a algumas situações podem nos alertar: no convívio com o próximo, na dor, no isolamento - quando possível - ou então como fazia Santo Agostinho que inventariava diariamente suas ações, ao deitar, para procurar a maneira de ser melhor no dia seguinte. Fazia uma lista daquilo que havia feito de bem e de bom, daquilo que não pôde fazer, do que poderia ter feito e não fez, e do que fez de mal. Isso não é complicado de executar e, com um pouco de vontade, também podemos fazer.

Durante nossas existências, colecionamos situações aflitivas e conflitantes que necessitamos esconder sob máscaras adequadas às circunstâncias que nos cercam. Mas gastamos tanta energia para ocultá-las que, quando feridas são abertas, é como se nos faltasse energia - cria-se um vazio - para continuar a luta. Compreendemos, face a isso, que quanto MAIOR for a transparência de sentimentos, MAIOR será a energia disponível para enfrentarmos a vida e muito mais rapidamente retornarmos ao equilíbrio diante de qualquer situação que possa nos desarmonizar momentaneamente.

Independente do grau evolutivo em que nos encontramos hoje, todos buscamos o mesmo objetivo: a EVOLUÇÃO E A FELICIDADE.

Não é fácil, pois sempre atenuamos nossos defeitos e exacerbamos o alheio.

Por isso "é necessário sermos sinceros conosco e aquilatarmos os nossos defeitos em função de como os classificaríamos quando praticados por outros.

Não pode haver dois pesos e duas medidas para Deus.

O paradigma a ser seguido é JESUS. O código, o EVANGELHO.

(Revista Internacional de Espiritismo).

FRASES ESPÍRITAS

PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO

"Um homem tinha dois filhos. Disse o mais moço a seu pai: Meu pai, dá-me a parte dos bens que me toca. E ele repartiu os seus haveres entre ambos. Poucos dias depois o filho mais moço ajuntando tudo o que era seu, partiu para um país longínquo e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome e ele começou a passar necessidades. Então foi encostar-se a um dos cidadãos daquele país e este o mandou para seus campos a guardar porcos; ali desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. Caindo, porém, em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai tem pão com fartura e eu aqui, morrendo de fome! Levantar-me-ei, irei a meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o Céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado de teu filho; trata-me como um dos teus jornaleiros. E levantando-se foi a seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai viu-o e teve compaixão dele, e, correndo, o abraçou e o beijou. Disse-lhe o filho: Pai, pequei contra o Céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. O pai, porém, disse aos seus servos: trazei depressa a melhor roupa e vesti-lha, e pondo-lhe o anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também um novilho cevado, matai-o, comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho era morto e reviveu, estava perdido e se achou. E começaram a regozijar-se. Ora, o seu filho mais velho estava no campo; e, quando voltou e foi chegando a casa, ouviu a música e a dança, e chamando os criados perguntou-lhes o que era aquilo. Um deles respondeu: Chegou teu irmão e teu pai mandou matar o novilho cevado porque o recuperou com saúde. Então ele se indignou, e não queria entrar; e, sabendo disso, seu pai procurava conciliá-lo. Mas ele respondeu: Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com os meus amigos; mas, quando veio este seu filho que gastou teus bens com meretrizes, tu mandaste matar o novilho mais gordo. Respondeu-lhe o pai: Filho: tu sempre estás comigo, e tudo que é meu é teu; entretanto, cumpria regozijarmo-nos e alegrarmo-nos, porque este teu irmão era morto e reviveu, estava perdido e se achou".

Significado da Vida

Olá,

Você já se perguntou qual o significado da sua vida? Para que você vive, trabalha, corre tanto, educa filhos, estuda, e tantas outras coisas?

Muitos de nós pouco paramos para pensar nessas coisas. Ou por falta de hábito ou por imaginar que não vale a pena parar para pensar nessas questões, e apenas vamos seguindo.

Seguimos buscando saciar necessidades básicas, preocupados com o comer, o dormir, o sustento próprio e o sustento dos seus, como se cada vida tivesse apenas um significado fisiológico e nada mais.

Vivendo assim, qual a diferença que haverá entre nossa vida e a vida dos irracionais?

A vida é valiosa demais para se restringir somente ao que diz respeito ao corpo, às necessidades do corpo ou aos prazeres a ele vinculado.

Como temos uma natureza espiritual, há a necessidade de se buscar um significado para a vida, que diga respeito também às questões da alma.

Não somos feitos somente de um corpo físico. Habitamos um corpo físico a fim de levar a cabo nossa experiência terrena.

Nossa alma preexistia antes do nosso corpo ser formado no ventre materno, assim como continuará a existir após o processo da morte desse corpo.

Assim, durante esse período em que estamos aqui em nosso planeta, vivenciando mais uma vez a experiência de estarmos reencarnados, não podemos esquecer nossa essência, sob pena de imputarmos, a nós mesmos, dificuldades maiores.

Quando os momentos de decisões graves na vida se fizerem, quando os dias de desafios chegarem, antes de optar por algum caminho, antes de definir ações, levemos em consideração as coisas da alma.

Jamais pautemos nossa vida somente pelas coisas que brilham aos olhos, esquecendo das que falam à alma.

Em um mundo onde as preocupações do ter muitas vezes são maiores do que as do ser, é necessário refletir qual efetivamente é o significado de estar vivendo, de estar reencarnado.

Jesus nos alerta a respeito, recomendando não nos preocuparmos com juntar tesouros que a ferrugem corrói, ladrões levam ou traças comem mas, sim, buscar tesouros que possamos guardar na intimidade do coração.

* * *

Quais os valores que elegemos para nossa vida?

A resposta a essa pergunta dirá qual o significado que damos a ela.

É sabedoria pautar a vida com a ponderação de quem sabe que está no mundo, porém a ele não pertence, posto que a morte nos levará de retorno à verdadeira pátria, o mundo espiritual.

Desta forma, vigiemos as fontes do nosso coração, para que lá possamos encontrar valores e estruturas para alimentar e cuidar não somente do corpo físico, mas sobretudo da alma, fonte verdadeira da vida.


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SLIDE

Justiça X Espiritismo

O homem costuma avaliar os acontecimentos da vida como castigos divinos. A maioria das pessoas acredita que o ser humano é pecador, e que seus pecados redundam em castigos por parte de Deus.

Essa maneira de pensar foi herdada da maneira equivocada de como as religiões abordam o assunto.

Foi criado nas pessoas a falsa idéia de que o homem tem que sofrer e que ele é um pecador que deve ser punido pelo seu pecado.

Outro erro é se acreditar que Deus é cruel e vingativo, e que Ele castiga aos seus filhos. E erro maior ainda é o de se considerar esse castigo eterno em local destinado ao suplício dos pecadores, por toda a eternidade.

O Espiritismo nos dá uma outra visão.

O homem não é um pecador, é um espírito criado simples e ignorante, destinado a alcançar, por seu próprio esforço, a plenitude, a perfeição, a felicidade. Deus criou a todos iguais, sem privilégios para ninguém, e dotou o homem do livre-arbítrio para que cada um possa caminhar com inteira liberdade de ação e aprender com o próprio erro. Estabeleceu normas e bases corretas, e uma lei de reajuste automático denominada Lei de Causa e Efeito.

A Lei de Causa e Efeito é complemento necessário à Lei de Justiça, de Amor e de Caridade. Por ela o homem vai se depurando, evoluindo, corrigindo os erros, até conseguir, mercê de seu próprio esforço, alcançar a perfeição e a conseqüente felicidade.

A Lei de Causa e Efeito é também chamada Lei de Ação e de Reação. É uma lei automática, ou seja, já tem embutida em si mesma os efeitos decorrentes de nossos atos.

Atos bons trazem como conseqüência efeitos bons.
Atos maus, efeitos maus.
Assim, quem planta ventos colhe tempestades.
Quem planta amor colhe amor.
A semeadura é livre, a colheita é obrigatória.
Todos, absolutamente todos, colherão sempre apenas e tão somente o que plantarem.
Ninguém poderá colher maçãs se plantou bananas.

O homem, no início simples e ignorante, vai agindo e ampliando o seu livre-arbítrio à medida que evolui e adquire mais conhecimentos.
Ele erra, porque não conhece.
Com as conseqüências de seu erro, ele aprende, e quando aprende não erra mais.

Há uma diferença fundamental entre o erro e o pecado.
Erro é conseqüência de desconhecimento, de imaturidade, de falta de calma, de falta de melhor estrutura.

É o caso das crianças, que em sua aprendizagem sofrem muitas vezes efeitos de seus atos imaturos e imprecisos, até que, já adultos, sorriem ao verificar quanta coisa tiveram de passar por sua própria culpa.

Muita gente costuma dizer: "se eu tivesse, quando mais moço, a experiência que tenho hoje, como as coisas teriam sido diferentes."

Pecado, segundo o Dicionário Caldas Aulete, é a transgressão de uma lei religiosa ou dos preceitos da Igreja. Segundo o mesmo dicionário, todos nós que somos espíritas e que não seguimos os preceitos da Igreja e suas leis, somos pecadores.

Para nós, Deus é a suprema perfeição, causa primária de todas as coisas.

Deus é infinitamente bom e justo e não castiga os seus filhos, que não pediram para ser criados e se são ainda imperfeitos e cheios de falhas e erros, são porque foram feitos assim por Ele.

Deus nos criou para a felicidade, não para o sofrimento.
É um erro supor que a Terra será sempre um vale de lágrimas.

Ela, hoje, ainda planeta de expiação e de provas, abriga em seu seio espíritos muito imperfeitos, e a situação caótica do mundo nada mais é que a colheita coletiva que estamos fazendo dos atos repletos de egoísmo e de desamor que temos feito ao longo de nossa grande caminhada pela fieira das reencarnações.

Mas um dia, com toda a certeza, aprenderemos com os nossos próprios erros, e colocaremos em nossos corações o evangelho de Jesus.

Aprendendo a nos amar, e colocando esse amor na frente de todos os nossos atos, mudaremos o mundo e construiremos aqui na Terra um planeta maravilhoso, habitável, fraterno, saudável e feliz.

Somos os construtores de nosso destino. Por enquanto, é um destino muito feio, calcado no egoísmo, no orgulho, na prepotência.

Mas as conseqüências de nossos erros guardam em si mesmos o remédio para nossos males, e nos impulsionam a mudar, a modificar nossa vida, nossos hábitos, nosso modo de agir.

"A vida é um projeto "faça você mesmo"."

Sua vida de hoje é o resultado de suas atitudes e escolhas feitas no passado.
Sua vida de amanhã será o resultado das atitudes e escolhas que fizer hoje."

A justiça divina, que, como diz o povo, não falha, é centrada em nossos próprios atos.
Nós plantamos, e nós colhemos.
Deus não irá nos castigar porque erramos.
Nós sim, colhendo o resultado do que plantamos, vamos nos melhorando, nos aperfeiçoando, até podermos alcançar nosso objetivo, que é a felicidade e a perfeição.

Ines

Portal Espirita

Existência de Deus

Resposta aos cépticos e ateus. (forum espirita)

Por: Ricardo Lima

Depois de ver tanta barbaridade no link

http://www.ceticismoaberto.com/paranormal/3417/chico-xavier-e-a-fraude-de-otlia-diogo-a-irm-josefa

Não me contive e respondi:

Meus Caros Cépticos,

Negar a existência de Deus é aceitar que a própria existência não passa de um acaso, ou seja, existimos por pura sorte.

Ver a vida a partir deste ponto é resumir-se a uma espinha no nariz de uma ameba, ou a uma formiga, pois nosso planeta e a vida contida nele são infinitamente pequenos e insignificantes se comparados ao Universo hostil e estéril que nos cerca.

A vida, meu caro, deste ponto de vista deve ser sem graça... e difícil, pois como acordar todas as manhãs e ir trabalhar se tudo o que vemos ao nosso redor é obra do acaso?! Para que viver? Qual o sentido de levantar da cama? Por que escrever um blog e se dedicar a ele?

O que impediria de alguém pisar no teu formigueiro, ou a ameba espremer a espinha?

Porque se importar com o que os outros pensam se a vida deles é pura obra do acaso, e como tal, pode deixar de existir da mesma forma, que foi criada, ou seja, por acaso!

Sem Deus tudo aquilo que te move todas as manhãs e também move milhões de pessoas é poeira! Desta forma, não passamos de meros arranjos entre moléculas dão suporte à nossa vida para nós comprarmos carrões e vestirmos grifes com objetivo final de perpetuamos a espécie.

Se a vida na Terra é obra do acaso, falar de inteligência então seria o quê? Quais a chances matemáticas? È claro que você “pode provar” que nossa inteligência e nossa sociedade são obras da evolução, tudo perfeitamente explicado por Darwin e corroborado pelos estudos do DNA!

Meus caros, “sempre que um cientista se julgar capaz de analisar fenômenos religiosos incorre em erro grosseiro e atenta contra o método cientifico, pois não dispõe de todos o meios para controlar as experiências e explicar o fenômenos que acontecem diante de seus olhos. È preciso um novo ponto de partida...”

Não perca seu tempo conosco, pois Nós sabemos que vocês apenas "ainda" não enxergam a verdade.

Para terminar seguem duas citações que considero pertinentes ao tema.

"A Ciência, propriamente dita, é, pois, como ciência, incompetente para se pronunciar na questão do Espiritismo: não tem que se ocupar com isso e qualquer que seja o seu julgamento, favorável ou não, nenhum peso poderá ter. O Espiritismo é o resultado de uma convicção pessoal, que os sábios, como indivíduos, podem adquirir, abstração feita da qualidade de sábios" (Livro do Espíritos pag. 28 e 29)

“A Matemática se revela em mentes sensíveis, capazes de ver uma espiral em um girassol, ângulos em uma estrela e Deus no infinito”. (Manoel Rodrigues Paiva)

Saudações fraternais, meus caros cepticos e ateus, espero nos encontrarmos um dia para darmos risadas de tudo isto!

Ricardo Lima


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Após o Desencarne


Após o desencarne o espírito também fica suscetível às vibrações dos familiares. Quando estes, em desequilíbrio, ficam chamando por ele, ocorre uma atração muito forte e o espírito recebe esse impacto de forma violenta, porque ainda está em período de adaptação.

Diferente do que muitos pensam, se o espírito recém-liberto voltar para o lar ele sofrerá junto com os familiares e de forma inconsciente se tornará obsessor dos seus entes queridos. Nos casos de doença pode até acontecer de um dos encarnados começar a sentir as dores que o moribundo sofria. Nesse caso ele se torna obsessor.

Retiramos o seguinte trecho do livro Voltei para exemplificar:
"... bastou que me entregasse à quietação para que certo fenômeno auditivo e visual me perturbasse as fibras mais íntimas.
Vi perfeitamente, qual se estivessem dentro de mim, as filhas queridas, então na Terra, e alguns poucos amigos, que deixara no mundo, dirigindo-me palavras de saudade e carinho.
- Pai querido! Diga-me se você ainda vive! Desfaça minhas dúvidas, ensine-me o caminho, venha até mim!
Era a voz de uma delas a interpelar-me.
O amoroso chamamento ameaça-me o equilíbrio. Minha razão periclitou por segundos. Onde me encontrava? Contemplava-a ao meu lado, queria beijar-lhe as mãos, expressando-lhe reconhecimento pela imensa ternura, mas debalde a buscava.
Ainda me não desembaraçara do inolvidável momento de estranheza, quando um médium de minhas relações apareceu igualmente no quadro.
- Meu amigo! Fale-nos, conforte-nos!.. – rogou comovidamente.
Ia gritar, suplicando socorro. Todavia, o Irmão Andrade, mais prestativo e prudente que eu poderia supor, abeirou-se de mim e cientificou-me de que aquele era fenômeno da sintonia espiritual, comum a todos os recém-desencarnados que deixam laços de coração, na retaguarda....
... asseverou que, aos poucos, saberia controlar o fenômeno das solicitações terrestres, canalizando-lhes as possibilidades para trabalho de elevação."
Conselhos Para quem Perdeu Recentemente Pessoas Próximas
Como foi falado no item Após o Desencarne, o espírito que desencarna sofre inicialmente o impacto dos pensamentos e emoções dos encarnados que estavam ligados a ele. Tanto os pensamentos de revolta e vingança quanto os de angústia e saudade chegam até ele.
Após algum tempo desencarnado ele aprende a lidar com essas vibrações.


O nosso conselho para quem perdeu alguém que ama é rezar por ele, pedindo ao Pai que o proteja e ampare onde ele estiver, PRONTO, SÓ ISSO e CHEGA!!

Aprendamos a acreditar REALMENTE na vida e eterna e na reencarnação, pois que nosso desequilíbrio traz sofrimento para aquele que amamos.

Dependendo do grau de evolução do espírito ele poderá voltar a visitar seus familiares na terra, assim que se restabelecer.

Existem Centros, como o que freqüento (Fraternidade Francisco de Assis, Casa de Bezerra de Menezes, Irajá – RJ) que realizam reuniões de preces para os desencarnados.

Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/auto-conhecimento/desencarne-28990/#ixzz19QOieMEQ

O REFLEXO DE DEUS

Se o homem soubesse recolher-se e estudar a si próprio, se sua alma desviasse toda a sombra que as paixões acumulam, se, rasgando o espesso véu em que o envolvem os preconceitos, a ignorância, os sofismas, descesse ao fundo da sua consciência e da sua razão, acharia aí o princípio de uma vida interior oposta inteiramente à vida externa.

Poderia, então, entrar em relação com a Natureza inteira, com o Universo e Deus, e essa vida lhe daria um antegozo daquela que lhe reservam o futuro de além-túmulo e os mundos superiores. Aí também está o registro misterioso em que todos os seus atos, bons ou maus, ficam inscritos, em que todos os fatos de sua vida se gravam em caracteres indeléveis, para reaparecerem à hora da morte, como brilhante clarão.

Sim, há em cada um de nós fontes ocultas de onde podem brotar ondas de vida e de amor, virtudes, potências inumeráveis. É aí, é nesse santuário íntimo que cumpre procurar Deus.

Deus está em nós, ou, pelo menos, há em nós um reflexo d’Ele. Ora, o que não existe não poderia ser refletido. As almas refletem Deus como as gotas do orvalho da manhã refletem os fogos do Sol, cada qual segundo o seu brilho e grau de pureza.


Léon Denis.

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SLIDE

Um Caso Interessante !!!


Olá,


Na cidade de Uberlândia, Minas Gerais, a televisão mostrava um jovem singular.

Portador de enfermidade degenerativa, estava no leito há mais de 13 anos, paralisado, na mesma posição.

O apresentador lhe fez a última pergunta para encerrar o programa. Pediu-lhe que, em um minuto, definisse o que é a felicidade.

O rapaz sorriu, pensou um pouco, e respondeu com simpatia: "olha, amigo, para mim, que estou há tantos anos deitado de costas nesta cama, sem outro movimento a não ser o dos lábios e dos olhos, a felicidade seria poder deitar um pouco de bruços ou então de lado."

Ambos riram e a entrevista foi encerrada.

No dia seguinte o jovem paralítico recebeu a visita de uma senhora, na casa onde estava hospedado.

Ela estava um tanto inquieta, desejava falar-lhe com certa urgência, antes que ele se fosse da cidade, pois não residia em Uberlândia.

Convidada pelos anfitriões, a senhora acercou-se da cama móvel do rapaz e disse emocionada:

Eu assisti ontem a sua entrevista na TV, e gostaria de lhe dizer que você me fez ver a vida de forma diferente.

Estava, já há algum tempo, enfrentando séria crise existencial...

Tenho uma vida que considero dentro dos padrões de normalidade. Sou saudável e tenho uma situação financeira satisfatória, mas nos últimos tempos viver não tem mais sentido.

E embora aparentemente tenha tudo para ser feliz, desejava por um fim nessa vida vazia que levo.

Mas quando vi você nessa cama, viajando pelo Brasil afora levando esperança e consolo às pessoas que sofrem, comecei a refletir com mais seriedade sobre a vida.

Afinal, pensei, eu posso dormir na posição que deseje, mover-me para o lado que quiser, andar, correr, saltar, e por esse motivo eu já deveria ser mais feliz que você, não é mesmo?

O rapaz dialogou com ela por mais alguns minutos, contou-lhe casos engraçados da sua própria desgraça e ambos riram muito.

A senhora se foi, e o jovem, carcereiro de um corpo deformado, ficou meditando a respeito de como Deus é justo e misericordioso.

De como lhe havia concedido a oportunidade de, com o seu exemplo, confortar e consolar outras pessoas que perderam a vontade de viver, e, ao mesmo tempo, iluminar a própria intimidade com resignação e coragem.

Ele sentia, nas profundezas do seu ser, que estava recebendo conforme suas obras, como afirmara Jesus, mas tinha a vontade férrea de espalhar sementes boas, apesar das dificuldades e limitações físicas.

Pense nisso!

As deformidades do corpo nem sempre denotam deformidade da alma.

Existem almas deformadas albergadas em corpos saudáveis e belos, e há espíritos saudáveis detidos em corpos deformados.

E também há espíritos destrambelhados em corpos igualmente em desalinho.

Seja qual for a situação não há o que lamentar, pois todos estamos em processos de aprendizados valiosos que não merecem ser desperdiçados nem lamentados.

(com base no capítulo "Um caso interessante" do livro: Crepúsculo de um coração, de Jerônimo Mendonça. )


Muita Paz


Ler mais: http://www.forumespirita.net/fe/existencia-de-deus/um-caso-interessante-!!!/#ixzz15gFG5xUv

Amor e Perdão Ajudam a Superar o Luto



O tempo das mensagens está intimamente ligado com o período de desencarne, sendo tão mais raras se a passagem foi recente ou se já se passaram muitos anos. Mas também é certo que o tempo da Terra não é o mesmo do mundo espiritual e 20 ou 30 anos podem não significar tempo suficiente para o retorno de alguns espíritos.Logo, não há, com certeza, como afirmar se um contato seria possível ou não.

Mas meu conselho é que não se apegue a esta esperança, não torne este desejo uma razão de vida, pois as comunicações são exceção e não regra. Bem por isto, quando reencarnamos, não nos lembramos das vidas passadas e, se ponderarmos as razões, veremos que esta regra é justamente em favor de nossa evolução.

Tomo a liberdade de recomendar um filme que vi recentemente e que, embora duro e até triste, é feito com imaginação e serve como tributo ao poder de cura de luto. Trata-se de "Um Olhar do Paraíso", que retrata sutilmente o amor familiar e como ele resiste a mudanças ao longo do tempo. E mais: como a história parece dizer que há coisas mais importantes na vida da terra do que o ressentimento e a vingança. Coisas como o perdão e o amor.

"Um Olhar do Paraíso" (The Lovely Bones) é um filme de Peter Jackson, adaptação do romance Uma Vida Interrompida - Memórias de um Anjo Assassinado, de Alice Sebold. O filme conta a história de Susie Salmon (Saoirse Ronan), uma menina de 14 anos que foi estuprada e assassinada por Harvey (Stanley Tucci), vizinho da família. No céu, a garota começa a acompanhar como os seus parentes, amigos e o próprio assassino continuam suas vidas após a tragédia.

Por Espiritismo amor sem fronteiras

Ser Forte

Ser Forte ? Perdoar alguém que você acha que não merece perdão.

Ser Forte ? esperar quando não se acredita no retorno.

Ser Forte ? manter-se calmo no momento de desespero.

Ser Forte ? demonstrar alegria quando não se sente.

Ser Forte ? sorrir quando se deseja chorar.

Ser Forte ? fazer alguém feliz quando se tem o coracão em pedaços.

Ser Forte ? calar quando o ideal seria gritar a todos a sua angústia.

Ser Forte ? consolar quando se precisa de consolo.

Ser Forte ? elogiar quando se tem vontade de maldizer.

Ser Forte? ser do Bem e fazer o Bem ao seu semelhante.

Ser Forte ? ter fé naquilo que não se tem certeza.
Por isso, por mais difícil que sua vida possa parecer : Ame-se e Seja Forte !

E lembre-se; A Força Maior só encontramos em Deus.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Prece na hora da aflição

Nas Aflições da Vida

Deus todo poderoso, que vedes nossas misérias,
dignai-vos escutar, favoravelmente,
a súplica que vos dirijo neste momento.
Se meu pedido for inconveniente, perdoai-me;
Se for útil e justo aos vossos olhos,
que os bons espíritos que executam as vossas vontades,
venham em minha ajuda para a realização.
Como quer que seja, meus Deus, que vossa vontade seja feita.
Se meus desejos não forem atendidos,
é que é de vossa vontade provar-me,
e eu me submeto sem queixas.
Fazei que eu não desanime e nem desencoraje
e que nem minha fé e nem minha resignação sejam abaladas.

Que assim seja !!
Graças a Deus

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PARÁBOLA DO CEGO QUE GUIA OUTRO CEGO


"Porventura pode um cego guiar outro cego? não cairão ambos no barranco?"

(Lucas, VI, 39).

"Sabes que os fariseus ouvindo o que disseste, ficaram escandalizados? Mas ele repondeu: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada pela raiz. Deixai-os, são cegos guias de cegos. Se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco".

(Mateus, XV, 12-14)

Há cegos do corpo e cegos do Espírito, e se horrível é a cegueira do corpo, mil vezes pior é a do Espírito. Entretanto, bem difícil, ou quase impossível é encontrar-se um cego a guiar outro cego, ao passo que, no que se refere às coisas do Espírito, vemos, por toda parte, cegos que guiam cegos! Qualquer homem, por haver frequentado um seminário e ter envergado uma sotaina, já se julga com capacidade bastante para ser guia de cegos!

Nunca se viu um cego formado no Instituto de Cegos sair à rua guiando cegos, mas vêem-se, todos os dias, cegos mil vezes mais cegos que os primeiros, saídos do "Instituto da Cegueira", guiando a multidão de cegos que encontram o "barranco" do túmulo e nele caem juntamente com seus guias! Mas passemos à comparação: triste coisa é ver-se neste mundo um cego caminhando só, ou um cego a guiar outro cego, se tal fosse possível. Que acontece ao cego que caminha sem guia? Tropeça aqui, tomba ali, cai acolá; esbarra, fere-se, até que alma caridosa o tome pela mão e o conduza a casa!

A mesma sorte está reservada aos cegos que guiam cegos; tanto uns, como outros, passam pelos mesmos tormentos. Imagine-se agora um "cego de espírito" caminhando sozinho: um materialista, cego-voluntário, ao chegar ao mundo espiritual! Como poderá ele caminhar? Este homem não procurou estudar o mundo espiritual, nem sequer acreditava na outra vida; ignora a significação das palavras imortalidade, eternidade, Deus! Que acontecerá a este cego ao passar as barreiras do túmulo? Que acontecerá a este Espírito ao ver-se num mundo completamente estranho?

Imaginemos, agora, um cego de Espírito conduzindo uma multidão de cegos da mesma natureza, como acontece aos guias das religiões tarifadas! Imaginemos esses cegos sucedendo-se no mundo espiritual. Que será de todos eles? São cegos, o mundo onde entraram lhes é desconhecido! Como se arranjarão estes cegos, na sua entrada para um mundo cuja existência negaram absortos que estavam nas miragens de um Céu de beatífica contemplação, de um Purgatório de brasas e de um Inferno de chamas!

Decididamente, ninguém pode saber sem aprender, ninguém pode aprender sem estudar, assim como ninguém pode ver, sendo cego. A parábola de Jesus cabe a todos aqueles que fazem da fé um bloco de carvão e se submetem ao "magister dixit", sem análise, sem estudo, sem exame. Um cego não pode guiar outro cego; um ignorante do mundo espiritual não pode guiar as almas que para aí se encaminham. Esta parábola, que faz alusão ao sacerdócio hebreu, pode referir-se hoje ao sacerdócio romano e protestante, assim como os materialistas, modernos saduceus que tudo negam.

CAIRBAR SCHUTEL

Ação Espírita na Transformação do Mundo

(Parte) O Espiritismo aprofunda o conhecimento da Realidade Universal e não pretende modificar o Mundo em que vivemos através de mudanças superficiais de estruturas. Essa é a posição dos homens diante dos desequilíbrios e injustiças sociais. Mas o homem-espírita vê mais longe e mais fundo, buscando as causas dos efeitos visíveis. Se queremos apagar uma lâmpada elétrica não adianta assoprá-la, é necessário apertar a chave que detém o fluxo de eletricidade. Se queremos mudar a Sociedade, não adianta modificar a sua estrutura feita pelos homens, mas modificar os homens que modificam as estruturas sociais. O homem egoísta produz o mundo egoísta, o homem altruísta produzirá o mundo generoso, bom e belo que todos desejamos. Não podemos fazer um bom plantio com más sementes. Temos de melhorar as sementes.

Autor: J. Herculano Pires

Arrependimento e Ação

Dentre as emoções mais amargas sentidas pelos seres humanos, está o arrependimento.

Ele chega tardiamente, embrulhado em sombras, trazendo o travo do fel.

Insinua-se como tóxico penetrante, quando não irrompe desgovernado, produzindo desastre...

Nunca antecipa sua presença, mas quando chega mata a esperança, subjuga a coragem e vence a resistência.

É útil para despertar a consciência e desastroso para a convivência demorada, porque destrói a vida.

Assim, o arrependimento deve ser aproveitado, pela alma que o sente, para elevar-se acima da sua influência perniciosa.

Quando a luz do arrependimento se acende na consciência culpada, esta visualiza, com nitidez, os desatinos cometidos e se julga irremissivelmente perdida.

Mas o arrependimento, ao contrário do que se pensa, é bênção que enseja ao arrependido maturidade e convite à reparação.

É a porta que se abre para que a alma equivocada busque o acerto e se renove para Deus.

Assim, se o arrependimento nos visita, não façamos dele motivo para o desalento.

O agricultor desavisado, que semeia espinhos ao invés de boas sementes, ou desleixado, que permite o alastramento das ervas daninhas, quando se dá conta de que sua lavoura corre perigo, não pode ficar se lamentando, de braços cruzados.

Ao contrário, deve agir rapidamente para recuperar o tempo perdido.

Começa por arrancar os espinheiros e limpar o eito. Depois é tempo de preparar o solo e lançar sementes que produzam bons frutos.

Jesus, profundo conhecedor dos mapas que norteiam a intimidade dos seres, ensinou-nos como proceder quando visitados pelo arrependimento: tomar do arado, e não olhar para trás.

Um exemplo célebre na história do cristianismo é o de Maria de Magdala.

Mulher jovem e bonita, se entregara aos prazeres efêmeros e vazios. Mas quando vislumbrou uma proposta de felicidade efetiva, refez as metas, fortaleceu os ânimos e seguiu com coragem.

Não ficou isenta das conseqüências dos atos pretéritos, mas não titubeou ante o campo que o Mestre lhe ofereceu para ser joeirado.

O profeta Ezequiel fala que o desejo do Criador não é a morte do ímpio, mas a eliminação da impiedade.

Contudo, para que haja a eliminação da impiedade é preciso que o ímpio caia em si, qual filho pródigo, e volte-se para o Pai.

Assim, se o arrependimento bater nas portas da nossa consciência, acolhamo-lo com a tranqüilidade de quem reconhece que se equivocou, mas que deseja, sinceramente, refazer a lição com acerto.

Pense nisso!

Para evitar arrependimentos futuros convém que façamos, no momento presente, o melhor que estiver ao nosso alcance.

A consciência é guia seguro para nortear nossas atitudes, uma vez que nela estão inscritas as leis divinas.

Em última análise, arrepender-se é jamais ter que pedir perdão.

Pensemos nisso!

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Heranças de Amor, cap. Arrependimento

Fonte: Site do Momento Espírita em 17/09/2005 – www.momento.com.br

Felicidade Possível


Acreditavas que a felicidade seria semelhante a uma ilha fantástica de prazer constante e paz permanente. Um lugar onde não houvesse preocupação, nem se apresentasse a dor; no qual os sorrisos brilhassem nos lábios, e a beleza engrinaldasse de festa as criaturas.

Uma felicidade feita de fantasias parecia ser a tua busca.
Planejastes a vida, objetivando encontrar esse reino encantado, onde, por fim, descansasses da fadiga, da aflição e fruísses a harmonia.

Passam-se anos, e somas frustações, anotando desencantos e amarguras, sem anelada conquista.

Lentamente, entregas-te ao desânimo, e sentes que estás discriminado no mundo, quando vês as propagandas apresentadas pela mídia, nas quais desfilam os jovens, belos e jubilosos, desperdiçando saúde, robustez, corpos venusinos e apolíneos, usando cigarros e bebidas famosas, brincando em iates de luxo, ou exibindo-se em desportos da moda, invejáveis, triunfantes...

Crês que eles são felizes...

Não sabes quanto custa, em sacrifício e dor, alcançar o topo da fama e permanecer lá.

Sob quase todos aqueles sorrisos, que são estudados, estão a face da amargura e as marcas do ressaibo, do arrependimento.

Alguns envenenaram a alma dos charcos por onde andaram, antes de serem conhecidos e disputados.

Muitos se entregaram a drogas pertubadoras, que lhes consomem a juventude, qual ocorreu com as multidões de outros, que os anteciparam e desapareceram.

Esquecidos e enfermos, aqueles que foram pessoas-objeto, amargam hoje a miséria a que se acolheram ou foram atirados.

Felicidade, porém, é conquista íntima.

Todos os que se encontram na Terra, nascidos em berços de ouro ou de palha, homenageados ou desprezados, belos ou feios, são feitos do mesmo barro frágil de carne, e experimentam, de uma ou de outra forma, vicissitudes, decepções, doenças e desconforto.

Ninguém, no mundo terreno, vive em regime especial. O que parece, não excede a imagem, a ilusão.

Se desejas ser feliz, vive, cada momento, de forma integral, reunindo as cotas de alegria, de esperança, de sonho, de bênção, num painel plenificador.

As ocorrências de dor são experiências para as de saúde e de paz.

A felicidade não são coisas: é um estado interno, uma emoção.

Abençoa os acidentes de percurso, que denominas como desdita, segue na direção das metas, e verás quantas concessões de felicidade pela frente, aguardando por ti.

Quem avança monte acima, pisa pedregulhos que ferem os pés, mas também flores miúdas e verdejante relva, que teimam em nascer ali colocando beleza no chão.

Reúne essas florezinhas em um ramalhete, toma das pedras pequeninas fazendo colares, e descobrirás que, para a criatura ser feliz, basta amar e saber discernir, nas coisas e nos sucessos da marcha, a vontade de Deus e as necessidades para a evolução.


Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco

UMA NOVA CHANCE

Havia um homem muito rico, possuía bens, uma grande fazenda, muito gado e vários empregados a seu serviço. Tinha ele um único filho, um único herdeiroque, ao contrário do pai, não gostava de trabalho, nem de compromissos.

O que ele mais gostava era de fazer festas e estar com seus amigos e de

ser por eles bajulado.

Seu pai sempre o advertia que seus amigos só estavam ao seu lado enquanto ele tivesse o que lhes oferecer, depois, o abandonariam. Aos insistentes conselhos do pai ele não dava a mínima atenção.

Um dia o pai já avançado na idade, disse aos seus empregados para construírem um pequeno celeiro e, dentro dele, ele mesmo fez uma forca e, junto a ela, uma placa com os dizeres:

"PARA VOCÊ NUNCA MAIS DESPREZAR AS PALAVRAS DE SEU PAI."

Mais tarde, chamou o filho e o levou até o celeiro e lhe disse:

Meu filho, eu já estou velho e, quando eu partir, você tomará conta de tudo o que é meu e eu sei qual será o seu futuro. Você vai deixar a fazenda nas mãos dos empregados e irá gastar todo o dinheiro, seus amigos vão se afastar de você e, quando você então não tiver mais nada, vai se arrepender amargamente de não ter me dado ouvido. Foi por isto que eu construí esta forca. Ela é para você e quero que você me prometa que se acontecer o que eu disse, você se enforcará nela.

O jovem riu, achou um absurdo mas, para não contrariar o pai prometeu e pensou que jamais isso pudesse ocorrer. O tempo passou, o pai morreu, o filho tomou conta de tudo. Assim como seu pai havia previsto, o jovem gastou tudo, perdeu os bens, perdeu os amigos e a própria dignidade.

Desesperado e aflito, começou a refletir sobre sua vida e viu que havia sido um tolo. Lembrou-se das palavras de seu pai, começou a chorar e dizer:

-Ah, meu pai..... Se eu tivesse ouvido os seus conselhos... mas agora ? tarde demais.

Pesaroso, o jovem levantou os olhos e, longe, avistou o pequeno e velho celeiro. Era a única coisa que lhe restava. A passos lentos, se dirigiu até lá e, entrando, viu a forca e a placa empoeirada e pensou:

- Eu nunca segui as palavras do meu pai. Vou cumprir a minha promessa. Não me resta mais nada... Então, ele subiu nos degraus e colocou a corda no pescoço e pensou:

- Ah, se eu tivesse uma nova chance.

Então se jogou do alto dos degraus e, por um instante, sentiu a corda apertar a sua garganta. Era o fim...Mas o braço da forca era oco e quebrou-se facilmente. O rapaz caiu e, sobre ele caíram jóias, ouro, prata, esmeraldas, pérolas, rubis, safiras e brilhantes - a forca estava cheia de pedras preciosas - e caiu também um bilhete:

- "Esta é sua nova chance. Eu te amo. Com amor. Seu velho e já saudoso pai."

"DEUS É ASSIM CONOSCO. ELE SEMPRE NOS DÁ UMA NOVA CHANCE."

PEGADAS NA AREIA

PEGADAS NA AREIA

Uma noite eu tive um sonho...

Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e através do céu, passavam cenas da minha vida.

Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um era meu e o outro era do Senhor.

Quando a última cena passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia.

Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso me aborreceu deveras e perguntei então ao Senhor:

- Senhor, Tu me disseste que, uma vez que resolvi te seguir, Tu andarias sempre comigo, em todo o caminho. Contudo, notei que durante as maiores atribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas em que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixaste sozinho.

O Senhor me respondeu:

- Meu querido filho. Jamais eu te deixaria nas horas de provas e de sofrimento. Quando viste, na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas. Foi exatamente aí que eu te carreguei nos braços.

Do livro "Pegadas na areia" - Margareth Fishback Powers - Ed.Fundamento


PERANTE A DOR ALHEIA


Autor Bezerra de Menezes / Médium Shyrlene Soares Campos

Quando alguém se corta, se machuca, quando possui uma enfermidade que provoca dores, essa pessoa grita, essa pessoa procura um remédio para diminuir a sua dor, essa pessoa chora. Então, a dor física é uma dor que provoca uma reação, também física, e a busca de um lenitivo. Quem nunca passou por terríveis dores de cabeça e de dente? Quer logo um medicamento para sanar essa dor... Então, é o instinto natural de defesa da pessoa: sentiu dor, procura um medicamento; adoeceu, procura um médico.

Mas, as dores espirituais são silenciosas e difíceis, às vezes, de serem compreendidas por aqueles que estão de fora, porque cada um é senhor da sua alma, cada um é dono absoluto dos seus sentimentos e, só ele, sabe explicar e compreender esses sentimentos. Então, para que alguém possa invadir o campo do sentimento de alguém, é preciso de que este alguém esteja disposto a falar, sensível à ajuda e disposto a procurar o medicamento para a sua cura.

Quase todas as dores morais, espirituais, estão no comportamento da pessoa ou de outras pessoas, interferindo nos sentimentos das criaturas. É preciso, então, buscar aqueles recursos que, nós sabemos, funcionam no campo da alma: a prece, para ter equilíbrio; a leitura edificante, para a disciplina; muita cautela, para não ter, como coniventes, pessoas que possam agravar as dores espirituais e morais. É necessário saber, então, como vai falar, com quem vai falar e a hora que vai falar.

Nós, do plano espiritual, observamos que, na grande maioria, as pessoas são incapazes de compreender a dor da outra, por isso, não conseguem ajudar. As pessoas que conseguem ajudar são aquelas que, realmente, se apagam nas suas limitações, trancam a porta dos deus traumas, das suas neuroses, para entender as neuroses e os traumas dos outros. Mas, na grande maioria, mesmo as pessoas muitos ligadas diretamente, por elos até biológicos e de afetividade – porque, nem sempre, os elos biológicos estão ligados ao campo da afetividade, às vezes estão ligados ao campo provacional- essas pessoas, às vezes, não são capazes de entender porque o outro sofre, a extensão do que o outro sofre. Diante, às vezes, de uma reação de desequilíbrio extremo, mesmo assim, não é capaz de ver que ali tem uma alma gritando de dor, de insegurança, de desespero, de carência.

A prece será sempre a busca de um remédio com o médico das almas, que é Jesus. Através da prece nós recebemos ajuda dos amigos que estão altamente ligados a nós, mantemos uma convivência salutar com a luz, nos fortalecemos dentro dos nossos princípios renovadores, encontramos aquilo que buscamos dentro do nosso ser, no âmago mais profundo do nosso coração. A prece será sempre o recurso maior e aquela necessidade de conversar com Deus, usando intermediários diretos e indiretos dele, é muito importante, porque vamos buscar os seres que estão disponíveis, às vezes, esses seres nos cercam com extremo amor. Vocês são cercados de entidades inferiores, de entidades sofredoras, de entidades intrusas e oportunistas, imaginam vocês que não são cercados de entidades bondosas, amigas, preocupadas com o trabalho, felizes por ver que vocês debruçam diante do trabalho redentor, com isso levam consolo e, ao mesmo tempo, crescem? Claro que qualquer gota de trabalho, nesse oceano imenso de necessidade é um sol imenso de luz, nas trevas densas de cada um.

Que esse médico das almas possa ajudar a todos vocês.


Bezerra de Menezes
Mensagem recebida por Shyrlene Soares Campos, dia 02/03/200
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